Monday, May 26, 2014

[Reviews] The Vampire Diaries - 5.22: Home [Season Finale]


Banalizando a morte...

Quando acompanhamos uma série, nos apegamos a um personagem, ou a vários deles, qual o principal medo? O que faz com que nossa tensão aumente consideravelmente? A morte, ou a possibilidade dela. Claro, existem outros sentimentos que são desenvolvidos semanalmente e a personalidade dos personagens não são e nem devem ser apegadas a uma possível partida. Porém, em uma série sobrenatural, com temática fantasiosa, cheia de bruxas, vampiros, lobisomens e situações de risco, o medo da morte é o praticamente uma pessoa a parte, um fantasma. As coisas mudam completamente quando essa não apresenta mais risco nenhum, já que qualquer um, quando necessário, volta a vida, banalizando completamente um recurso que deveria ajudar a série. 

The Vampire Diaries fez uma temporada inconsistente, para dizer o mínimo. Cheia de furos de roteiros, com momentos arrastados e cheio de repetições, mas a série sempre acerta em seu season finale. Existiu tensão? Existiu antecipação? Sim. Existiu qualidade? Quase não. Tudo porque nós sabemos muito bem onde a série irá chegar e quais serão as repercussões futuras para os personagens. Damon e Bonnie vão voltar, alguma coisa feita para trazê-los de volta chamará algum vilão novo para a série e tudo irá girar ao redor dos casais, romances e ships. 

Elena continua burra, imprestável e desnecessária. A trocaria rapidamente por qualquer outra personagem feminina, coloquem Lexi e mandem Elena para o inferno sobrenatural, para sempre. Ela ter ido com Damon não ajudou, só atrapalhou, claro, alguém esperava outra coisa dela? Eu não. Os redatores simplesmente não conseguem perceber o buraco que eles enfiaram a personagem. Elena continua boba e imatura, sendo mais uma vez responsável pelas consequências negativas de um season finale. 

Gosto muito da relação entre os irmãos Salvatore, mas simplesmente não consigo mais aceitar as embromações que a série carrega até chegar no momento desejado. Sofrer a perda do irmão, ir até o purgatório para salvá-lo. Se despedir. Tudo galgado em repetições. Algo que me faz considerar que o purgatório verdadeiro não era aquele em que espíritos estavam sendo sugados, mas sim o mundo real. Estar em Mystic Falls é uma eterna expiação.

Mas então, e o final da temporada, compensou o sofrimento? Eu estaria mentido se dissesse que não. Realmente, existiram fatores que me deixaram animado, ansioso e temeroso ao mesmo tempo. Ver personagens que há muito tempo não davam as caras foi muito bom, ver Silas então conseguiu tirar um pouco do meu gigante preconceito com o Stefan (que existe desde sempre). Logo, imaginar que tudo o que passamos foi recompensado é algo que me acalenta o coração.

Espero do fundo da minha alma enevoada que a próxima temporada consiga mudar minha imagem de TVD, uma imagem calejada que passou dois anos sendo surrada até não aguentar mais. Infelizmente TVD se tornou tudo aquilo que lá no começo nós falávamos para os amigos que ela não era. Quando eu indicava uma série de vampiros do canal CW e alguém me indagava sobre a aura teen/malhação eu sempre refutava na hora, dizendo que essa imagem seria mudada no decorrer das impecáveis segunda e terceira temporada. Hoje, se alguém me diz isso eu simplesmente concordo, foi essa a transformação da série. Por fim, chega de triângulos, chega de casais, vamos focar na mitologia da série sem precisar destruí-la, vamos focar no vilão para não enfiar qualquer gato miado no meio da trama e dizer que ele é o nêmesis de todo mundo, vamos fazer uma série melhor. 
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