Thursday, June 26, 2014

[Reviews] True Blood - 7.01: Jesus Gonna Be Here [Season Premiere]


Uma última chance, antes do final...

O episódio começa exatamente onde terminou a sexta temporada, no ataque dos vampiros infectados pela hepatite V. Gostei bastante dessa ideia de novamente colocar uma barreira bem grande entre humanos e vampiros. Esse tema estava presente na série em sua primeira e segunda temporadas, com a trama da Irmandade do Sol especialmente. Logo, é interessante ver que a sétima e última temporada é uma extensão direta de tudo o que ocorreu na sexta, mesmo com um salto temporal.

A necessidade de se manter uma relação estável entre vampiros sadios e humanos é mais do que necessária, é de vida ou morte. Mas, como todo ser humano, ninguém está disposto a se aliar ao inimigo, mesmo que o inimigo na realidade seja outro. É aquele velho problema social, retire os vampiros e coloque gays, negros ou religião, você tem o mesmo resultado. É a separação entre o indivíduo e seus semelhantes em prol de um preconceito bobo. Sacrifica-se todos pelos erros de alguns.

A posição de Bill permanece a mesma, de liderança. Desde que assumiu a posição de rei da Louisiana o cara não mudou de porte, permanecendo fiel a toda a construção de personagem. Foi exatamente isso que me afastou do vampirão, e é por isso que eu não queria ele terminando com a Sookie, apesar de todas as promos e fotos promocionais terem me dito isso, mas as a parte das fotos pode ter sido por causa do casal realmente ser marido e mulher fora do mundo fantasioso de Bon Temps. Sookie também mudou, assim como Bill, por isso, não queria que os dois voltassem exatamente ao local que estavam sete anos atrás, se apaixonando novamente.

As pistas que Sookie nos dá é de que talvez, talvez, seu destino seja terminar ou como vampira, ou com vampiros. Seu desejo em se desligar de seus poderes nunca foi algo tão forte. Esse indicador pode acabar mostrando que meu medo pode vir a se concretizar. Nos livros a Sookie termina com outro personagem, mas naquele caso existiu uma construção gradual de cumplicidade e amizade (foram 13 livros), de uma forma que a leitura de pensamentos era meramente um detalhe, já que o amor e o respeito entre ambos era muito mais forte. Entre Sookie e Alcide pode existir química, pode existir amor, pode ser tudo muito bom, mas não dá para comprar também que um foi feito para o outro, apesar de todo sex appeal que o lobão possuiu. Para ser honesto mesmo, a química existia lá nas primeiras três temporadas, entre Sookie e Bill, depois disso nenhum dos dois conseguiu convencer mais como casal, com nenhum outro personagem, diga-se de passagem. O que seria fundamental para essa temporada? Que ambos terminassem sozinhos ou que o retorno fosse algo crível com as necessidades de ambos, que é o caminho mais certo.

O caso de Lafayette é um pouco mais complicado, especialmente porque eu nunca consegui aceitar bem a morte de Jesus, que não cooperou em nada para a trama e só deixou nosso cozinheiro de escanteio na quinta temporada. Não existiu choque, não teve muita emoção, foi triste para nós que gostávamos tanto do casal. Em questão de trama mesmo ficou bem água com açúcar.

E então, o que eles fizeram? Adotaram o clichê do amor nos 45 do segundo tempo. Não reclamo, acredito e torço pela felicidade do Lafayette, mas queria algo que realmente tivesse sido desenvolvido. Se formos pensar bem, nenhum casal realmente perdurou por muito tempo, com exceção do Andy e da Holly (que já está balançado nesse ano). Muitas séries acabam fazendo isso no decorrer de suas temporadas, não conseguem desenvolver um relacionamento entre duas pessoas sem cair no marasmo e optam por términos e retornos incansáveis para gerar atrito, que realmente deixa tudo mais interessante. Mas cadê a saída inteligente? Obviamente matar Jesus não foi sensato, dar um novo interesse amoroso para o Lafayette pode acabar sendo, mas tudo depende de como as coisas irão terminar. O namoradinho da Jessica é bissexual, decidiu explorar seu amor com uma menina, mas já deixou aberta a possibilidade de ficar com um menino. Isso sim é interessante e teria sido mais ainda se pudéssemos ter visto isso antes. Mas, como é o último ano, vamos ver se esse plot vence a falta de tempo, são só 10 episódios e agora faltam 9.

Toda trama do sequestro, da Jessica tomando conta da menina fada que parou de envelhecer, da morte da Tara e da busca de Eric pela Pam foi estranho. Não consegui comprar nada daquilo. Uma morte as pressas, sem justificativa e que deixa em aberto a possível não morte final da personagem. Jessica boring, tediosa como se não houvesse amanhã desenvolvendo uma trama que já era chata lá na temporada anterior e para fechar tudo, Pam. Pam que mesmo sendo badass, mesmo sendo o amor da minha vida, não merecia ter sido jogada sabe-se lá onde para procurar por um Eric relutante que não queria estar lá desde o começo. Morreu? Morte Tara? Olha, não sei bem o que esperar desses três personagens em específico, mas torço para que seja alguma coisa relevante e que dê finalização para um última temporada de série. 

Por falar nisso, que estranho que ninguém cogitou até agora algum tipo de spin-off para True Blood. Sei que não é do feitio da HBO, mas nesse caso seria até interessante. Confesso que me sentirei órfão de toda essa loucura. Julgo que como primeiro episódio da última temporada, as coisas não fluíram da maneira que eu gostaria. O episódio alternou entre momentos parados e outros que quase seguiam, mas nunca decolavam. Uma pena. True Blood tenta forçar goela abaixo um retorno a sua primeira temporada, mas não pode se esquecer nunca que nós, os personagens e os redatores/produtores, não são mais as mesmas pessoas de sete anos atrás, todos crescemos e precisamos de algo diferente, mesmo que familiar. 


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