Sunday, May 11, 2014

[Reviews] The Vampire Diaries - 5.19: Man on Fire


Enzo, a melhor adição de The Vampire Diaries em muito tempo.

Um bom episódio, um em que Elena não é a raiz dos problemas de ninguém, ou quase ninguém. Fazia muito tempo que The Vampire Diaries não conseguia se desvencilhar do bom e velho clichê em que tudo o que acontece em Mystic Falls é, de certa forma, ligado a Elena Gilbert e seus dois maridos. O resultado foi muito bom. Apesar de quase totalmente desconexo com a chegada da season finale, Man on Fire foi divertido exatamente por mudar a dinâmica da série. Mas sabe o que faria desse episódio ainda melhor? Ele ter sido exibido umas duas ou três semanas atrás. Afinal, não é isso o que esperamos tão perto do fim de temporada.
Fica um pouco claro ver que esse ritmo da série está intimamente ligado a falta de importância de sua trama com os travellers e Markos, que apesar do maior destaque, continua sendo fraco no rol de vilões da série. É só lembrar da Tessa e sua personalidade explosiva no começo da temporada, que conseguiu dar um brilho gigantesco para a trama de Silas e Amara, que nada mais era do que mais um braço do drama ligado aos doppelgangers. Um bom vilão tem esse poder de levantar a mais tediosa das tramas.
Uma coisa que muito me incomodou é que TVD está criando personagens bons, só para depois desfazer-se deles. É importante saber matar um personagem? É. Só que eu vejo mais relevância em um Enzo vivo do que em um Enzo morto, não importando os motivos para sua morte ou sua permanência no outro lado atazanando a Bonnie, por melhor que isso seja. A morte do vampiro também salienta outro problema para a série, a burrice de Stefan que não tem fim. Stefan, meu querido, se você queria manter a morte do Enzo como segredo, o primeiro passo era não ter contado justamente para a Elena, que não tinha por que ficar sabendo. Essa mesma Elena que é ex do seu irmão e confessou que ama o cara e queria poder manter uma amizade com ele. Tanto é que a única pessoa que deveria ficar sabendo em primeira mão, a Bonnie, foi a última. Coerência e Stefan, água e óleo.
Damon precisava de um amigo, precisava mais do que precisa de uma namorada nesse momento. Enzo não era um modelo a ser seguido, porém, a série já deixou bem pontuado que a personalidade dele não irá mudar independente de quem esteja a seu lado. Damon é Damon, ponto final. Sinto falta do Alaric e das conversas entre os dois e Enzo foi um clarão de luz e um substituto a altura. Sua partida não foi bem aceita, mas sua trajetória na série foi interessantíssima.
Vejo sempre algumas pessoas frisando que TVD se desenvolveu como uma série sobre triângulos amorosos e eu concordo, porém, a série precisa fazer desse seu “carro chefe” algo interessante e que renda temática. Quando vejo ‘Man on Fire’ o que fica na minha cabeça é a resposta a esse dilema. Quando a série se desliga por alguns momentos de seu modus operandi e coloca os casos amorosos de seus protagonistas em segundo plano (terceiro até) as coisas andam. Já chegamos ao ponto em que tudo o que a série precisava passar a respeito dos triângulos amorosos acabou, não dá para ficar batendo na mesma tecla por cinco anos, né? E ninguém mais tem saco para as indecisões de Elena.
Nunca entendi e nunca irei aceitar esse liga/desliga da humanidade. Acho pobre e nada além de uma muleta para o roteiro da série. Imagino que a reunião de roteiristas corra da seguinte forma: “Precisamos que nosso personagem fique louco ou tenha atitudes que não condizem com sua personalidade, mas não queremos dar muito embasamento ou repercussão pós-loucura? Fácil, é só usar o liga/desliga humanidade. Terminou o efeito, ficha limpa.” Em Enzo esse efeito não seria diferente, por sorte a falta de humanidade funcionou e ver o vampiro forçando o próprio coração para fora do corpo foi uma cena para eternizar na memória de mortes da série. É um daqueles casos raros em que o personagem é tão interessante que consegue casar bem com uma saída fraca do roteiro.
Mas não vou negar, existiu poesia no relacionamento desses dois. Damon desligou sua humanidade para poder abandonar o Enzo e foi exatamente o que o Enzo fez, desligou a dele para poder deixar o amigo de lado e conseguir certa vingança. E olha, a história de amor do Enzo em um episódio foi bem melhor do que a história de amor de muitos em três temporadas e um pseudo-flashback/alucinação e falo isso correndo o risco de ser apedrejado.
O problema com a saída de Enzo é que a repercussão é manjada e já utilizada antes. Nada mais do que uma forma de envenenar o relacionamento entre os dois irmãos que já viu coisas piores. Se Stefan foi capaz de perdoar Damon pela morte de Lexie, por mais volátil e perigoso que Damon possa ser, ele deverá eventualmente ser capaz de perdoar o irmão. Afinal, se vocês notaram bem, é o mesmo tipo de relacionamento, os dois vampiros mortos tiveram a mesma missão na vida dos Salvatore, ser uma luz no fim do túnel e evitar a decadência total deles.
Gente, por favor, a série já focou tanto nesse “guardar segredos para te proteger” e os resultados foram sempre tão péssimos que é um tapa na nossa cara ter que aguentar isso DE NOVO. Já não aprendemos a lição antes (pergunta direcionada aos personagens)? Qual a necessidade disso? Mostrar que Stefan é meio lesado? Bom, ninguém tinha dúvidas.
Mas vocês conseguem ver o quão melhor Damon é sem precisar ficar como par romântico? É um sopro de ar fresco assistir um episódio assim. Mostra que o personagem continua fiel a suas origens. Com a morte do Enzo parte dessa personalidade deverá voltar com mais força nos próximos episódios.
Como eu disse na review anterior, Tyler passou muito tempo com utilidade zero e sinto dizer, continua irrelevante para a trama. Qualquer vampiro em seu lugar conseguiria reproduzir o efeito do feitiço dos travellers, pelo que entendi. Ou seja, escolheram o Tyler por que a Caroline só ficou para menção mesmo, nem as caras deu. Alguém sabe o que aconteceu com a loirinha? Em The Originals ela não apareceu.
O que eu tirei de bom nos travellers é que só agora, eles se provam uma verdadeira ameaça para os protagonistas. Tirando Matt, esse sim é inatingível. Com o sangue dos doppelgangers eles poderão reverter a magia das bruxas, uma arma contra todos os vampiros de Mystic Falls. Para se tornar um vampiro a pessoa precisa morrer (enquanto humana), logo, reverter o processo fará com que qualquer um encontre seu ponto final. Entretanto, ainda acho uma ameaça bem fraquinha e isso é culpa do líder, que não tem sido nada além de meio tedioso. Gosto de vilões que eu consiga odiar, Markos é desprezível.
Esse foi um bom episódio, conseguiu elevar um pouco o brilho da série. Serviu para avançar sentimentos que deverão ser explorados melhor na season finale. Damon, imagino, irá demonstrar o impacto dessa informação na conclusão de temporada, mostrando que talvez, estejamos perto de um final nada feliz para esse quinto ano. The Vampire Diaries sempre conseguiu pensar bem duas jogadas a frente, agora, mais do que nunca ela precisa provar essa fé que coloco nela. Apesar de entregar uma dinâmica prazerosa, a série não poderá contar com um fantasma que só tem o poder de perturbar a Bonnie para gerar tensão entre os irmãos. Logo, o véu do outro mundo está bem próximo de cair, de novo. São momentos como esse que me fazem permanecer com esperanças de que a série eventualmente vá encontrar seu eixo novamente e é por isso, que estou acompanhando semanalmente. Não é fácil renegar um amor que já foi tão forte.
Ps. Vai virar padrão da série a Bonnie “morrer” todo final de temporada? Ou morre ou sai da moita, minha filha.
Ps². Cuecas debaixo do sofá. O nome do segundo spin-off de TVD, anotem.
Ps³. Chegou ao fim a melhor história de amor em cinco anos de série. Danzo! RIP.
Ps4. Caroline depois do final desse episódio: “Gente, não morri, só estava lavando o cabelo”.
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