Sunday, May 11, 2014

[Reviews] The Originals - 1.20: A Closer Walk With Thee

Paternidade, um assunto que nunca é fácil em The Originals.

O que é ser pai? Bom, todo o episódio girou ao redor dessa pergunta. Em duas comparações bem diferentes, Klaus e Mikael mostraram todo o peso que a paternidade tem e o quais reflexos ela pode imprimir na vida de uma pessoa. E tão próximos da season finale, já temos uma ideia bem clara de quem é o grande vilão desse ano.
É muito bom ver que as consequências da queda do outro lado, desenvolvida em The Vampire Diaries, está acontecendo em TO. Como as duas fazem parte do mesmo universo, teremos sempre que ver eventos grandiosos como esse influenciando todos os nossos personagens, quer eles estejam em Mystic Falls ou em Nova Orleans. Mas é exatamente ai que mora o perigo. Em uma primeira temporada é extremamente comum vermos ambas as séries conversando bem juntas. Porém, poderá chegar o momento em que por mais importante que seja o evento de uma das duas séries, ele não se encaixe na trama desenvolvida pela outra. Será que as duas conseguirão lidar bem com essa problemática, levando em consideração a velocidade de roteiro que ambas empregam? Ou teremos casos isolados em que uma não influencia a outra? Aposto mais nessa última.
Um dos fatores decisivos dos próximos dois episódios será a volta de Mikael, algo que não será muito fácil para nossos protagonistas. O desenvolvimento deste episódio foi realmente muito bom e conseguiu responder muitas das perguntas que eu tinha.
Hayley sempre foi uma incógnita para mim. A barra que a série vinha forçando tentando vender uma personagem que não condizia nem um pouco com o desenvolvimento do roteiro finalmente recebeu uma nuance crível. Enquanto todo mundo queria pontuar que a loba era a oitava maravilha do mundo sobrenatural, eu sempre fui levado a acreditar que a essência da personagem era carregar o filho do Klaus e ponto final. Logo, nenhum adjetivo, nenhum louvor escancarado ou a pretensão de liderança da menina tiveram impacto de verdade, pelo menos para mim. Sendo assim, após esse ataque quase bem sucedido da Monique, a loba aceitou de vez que precisa ser protegida e que seu lugar ali é o de ser mamãe. Acho que o maior medo dela era o principal ponto aberto pela série, sua real utilidade. Enquanto a colocavam como líder nata, a série estava nos avisando que depois que a criança finalmente nascesse, era isso que Hayley seria. Mas não apenas isso, afinal era preciso ter um aval do Klaus para a existência de uma mãe na vida de seu filho não nascido. Mais do que paternidade, esse foi mais um episódio que mostra a importância da família.
É muito intrigante ver o que a série faz semanalmente com Klaus. Até metade da temporada  eu realmente estava odiando o personagem com todas as minhas forças. Entretanto, seu desenvolvimento foi tão forte que eu consigo sim comprar essa nova faceta. Sei também que a instabilidade do híbrido original é ponto marcante em sua personalidade e que essa devoção pelo filho só vai durar até o primeiro confronto. Imaginem, Klaus e um adolescente híbrido super poderoso? Já imagino essa criança de castigo por cem anos em um caixão. Mas afinal, o que essa criança será? Até mesmo parte bruxa já disseram que ela é. Híbrida por parte da mãe e por parte do pai, sangue de bruxa por parte da avó. Gente? O foco, porém fica ao redor do medo de Klaus de ser para o filho, aquilo que seu pai foi para ele, um terror. As cicatrizes ainda estão lá, com uma intensidade menor, mas visíveis. E como eu disse na review anterior, essa sensação de destino em que os erros dos filhos são os mesmos erros dos pais não poderia ter ficado mais evidente. A jornada do nosso protagonista é essa.
Pontuada a função da loba e do papai, vamos tentar entender a de Marcel e Cami. Olha, quando eu elogiei a série lá em cima, falando sobre o bom entrosamento entre TVD e TO eu precisei deixar de lado uma consideração. A velha e famigerada reciclagem de plots. Sei que em TO ainda não existe isso, mas se formos comparar ao universo em que a série se encontra, todo esse plot de arma contra criaturas sobrenaturais já foi, de certa forma, abordado na série de Elena e seus dois maridos. E quem aqui acredita que realmente irão encontrar outra arma capaz de matar originais? Então, é bem arriscado tentar adicionar mais uma trama em uma série que corre tão rápido. O perigo aqui é essa antecipação morrer na praia. Sendo assim, decidi mover os dois para a zona de rebaixamento, infelizmente a tal “arma” não colou e deu uma impressão de ser algo corrido, feito só para gerar utilidade para dois personagens que já foram barrados do chá de bebê dos Mikaelson. Além do mais, a humana avulsa que só agora eu consegui aprender o nome (Francesca), não passa de maneira alguma uma ameaça real. É só coadjuvante mesmo, pra dizer que a facção dos humanos existe e que Cami não é a única desse clube.
Para mim o problema central da série é ter tantos personagens que eu gosto. Confesso que até mesmo a Genevieve ganhou um espaço no meu coração. Com muito pesar imagino que a morte da bruxa ruiva mais dissimulada de Nova Orleans está perto, nunca poderemos nos esquecer que a permanência dela viva na série representa a não ressurreição de uma bruxa adolescente (que de tão irrelevante todo mundo fingiu não saber nada a respeito). Não sei muito bem qual dilema moral permitiria que Genevieve não voltasse para junto dos seus anciãos. Falando neles, os nada amigáveis elders não vivem no mesmo limbo dedicado aos espíritos dos sobrenaturais, mas tem um recanto exclusivo para eles no além vida. Muito inteligente fazer isso, mostra que a presença dessas bruxas desencarnadas não será afetada pelo que vier a acontecer com o purgatório místico.
Closer Walk With Thee mais do que a caminhada ao lado do corpo do padre Kieran é uma caminhada ao lado da paternidade. Mikael promete ser uma bagunça maior para os originais do que bruxa nenhuma foi. Davina, infelizmente, está naquela posição fraca de ser usada pelo vilão e qualquer outro personagem. Lembro muito bem de ter falado, lá no episódio que a bruxinha volta a vida que a usariam em escanteio só para depois a jogarem em algo realmente relevante. E foi isso mesmo. Porém, acho que é de senso comum, Mikael precisa voltar e continuar com sua agressividade e repulsa, são males que vem para o bem, da audiência. O caminho até agora  continua sendo muito bem conduzido e posso dizer que estou aguardando o season finale com o coração na mão.
Ps. Festa no funeral do padre da cidade. Imaginem quando a cortesã mais solicitada morrer.
Ps². Jogaram os lobos no limbo sobrenatural nesse episódio, né? A revolução deu uma pausa, foi isso? Coisas que não as vezes não dá para engolir.
Ps³. Marcel, você precisa seguir a linha Neide e aprenda a ficar calado, as vezes faz bem.
Ps4. Os flashbacks eram do Klaus e o Marcel, a utilidade era só do primeiro. Quando o personagem se torna tão inútil que o colocam em um flashback sem conexão nenhuma com o presente. R.I.P. relevância do Marcel.
Ps5. Eu não queria fazer parte da árvore genealógica dos Mikaelson nem por casamento com um primo distante de 10º. Credo!
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