Tuesday, May 13, 2014

[Reviews] Once Upon a Time - 3.21/22: Snow Drifts/ There's no Place Like Home [Season Finale]


Uma homenagem a boa e velha Once Upon a Time



Depois de perder a própria magia, OUAT mostra que o caminho para redenção não é fácil, mas pode ser recompensador. Quando a série retornou para sua “segunda” terceira temporada com o episódio New York City Serenade, eu pontuei que ela estava passando por uma espécie de reset/reboot. Por dez episódios assistimos a tentativa de reconstruir o mesmo ambiente e clima que passaram em sua primeira e tão elogiada temporada. Não foi em vão. Once Upon a Time foi uma série que prezou em transformar personagens e cenas clássicas em algo adaptado ao paladar mais moderno, sua temporada 3B foi então a retomada a seu próprio período clássico. Tudo isso sem desprezar todo o trabalho feito até então.
Foram dois episódios, mais de uma hora vendo uma verdadeira homenagem a tudo aquilo que fez de OUAT uma série diferenciada e realmente, um conto de fadas para adultos. Cada cena, cada fala, tudo muito bem construído para nos mostrar que apesar dos desvios sofridos, estamos exatamente onde a série nunca deveria ter saído, ao lado da emoção. E por mais que você não tenha aproveitado, negar que esse episódio foi o mais emotivo da temporada é besteira.

Melhor do que tudo é poder voltar àquela velha floresta encantada, com Snow chutando bundas e sendo relevante. Nada de Charming e Snow tediosos, era isso que os personagens precisavam. Mesmo com Ginnifer Goodwin grávida, com uma dublê saltitante e passando praticamente todas as cenas em que não estava da cintura para cima, deitada, eu aproveitei a aura da velha Snow White. E é isso que todo mundo queria. Os caminhos que alguns personagens passaram foram azedos, para dizer o mínimo, mas tudo se resolveu com esse final extremamente doce.

Foi um festival de saudosismo a OUAT de outrora. Red/Ruby dando as caras, a Fada Azul sem aquele chapéu horroroso e mesmo o Rumpels com sua aura Dark One, tiveram participações rápidas, mas marcantes. E é assim que a série deve permanecer. Não podemos nos esquecer dos rostos que construíram a série, afinal, não só de Charmings, Emmas e Hooks viveu a série, logo, ter esse presente recompensou e muito.

Entrando na trama central do episódio, não passamos só por recordações. Emma sempre fugiu, de tudo e todos. Por muito tempo eu a compreendi, sem nunca pensar em como Snow e Charming se sentiam. Imaginem, você conhecer seus pais e ver que os dois são praticamente da sua idade. Não foi fácil. Contudo, eu nunca me coloquei na posição deles, ou na dor que eles também precisavam sentir. Emma tinha que passar por tudo aquilo para finalmente aceitar quem ela realmente é, suas origens, seu lugar no mundo, ao lado da sua família. Isso sem contar a atuação estupenda da Jennifer Morrison, que fez justiça ao que o roteiro queria passar. De ver os pais se apaixonando, ao abraço final com as palavras “pai e mãe”, ela só ganhou pontos. Deixar de fugir e coroar tudo com um belo de um beijo no Hook foi a forma mais agradável que tudo poderia ter terminado, mas ainda não terminou e estou ansioso por mais.

O próprio Hook mostrou algo que eu sentia falta no personagem, tenacidade, coragem. Eu compreendi o cara, entendo que o amor mude uma pessoa, ele mesmo, assim como Regina, só conseguiu se tornar alguém melhor por causa desse sentimento tão essencial a um conto de fadas. Só que o personagem falhou ao perder a si mesmo no processo. Logo, ter Hook com espada, lutando, entregando cenas cafajestes e encarando os belos atributos da Emma, mostrou que tudo o que o cara precisava era se sentir necessário. Enquanto estávamos em Storybrooke, com Emma poderosa, Regina soltando bolas de fogo e toda uma família dando apoio, o Hook amaldiçoado se portou como um cachorrinho, porque ele não era importante para ninguém e para não arriscar seu relacionamento ele se fechou. Quando se assumiu relevante, o personagem voltou a mostrar o brilho que nos fez querer desde o começo esse casal formado. Isso sem contar que graças a esses dois tivemos Príncipe Charles e Princesa Leia.

Já na parte triste, eu senti muito pela Regina, muito mesmo. Enquanto assistia ao episódio eu me contentava pelos pontos positivos em que a série se homenageava, mas me esqueci que ainda estamos longe de um final feliz para todos os que amamos. Seria bom demais se Regina conseguisse aquilo que tanto queria, muito mesmo. Mas apesar de ter (de novo) um ar de series finale, esse é só o último do terceiro ano. Ninguém está livre das tempestades e ainda teremos mais pelo que lutar. Quem mais sentiu o coração ser partido depois de ver Regina, Robin e mini-Robin andando juntos como uma família feliz só para tudo ser jogado no bueiro com a volta da Neal 2.0? Sim, já inseri Mariah no rol Baelfire de raiva por um personagem.

Logo, o próximo ano deverá ser a última prova que Regina precisará passar para realmente sabermos se ela é ou não uma nova mulher. Não imagino que ela voltará a ser a Rainha Má, mas os dilemas existirão novamente. Sabe o que me preocupa? É que foi exatamente por esse caminho que passamos na segunda temporada, com a Cora fazendo a linha diabinho no ombro da filha. Mas não vou me castigar antes de ver o resultado, as esperanças foram renovadas.

Contudo, é arriscado apostar em Frozen, um filme que ainda está muito fresco (se me permitem o trocadilho). Qualquer tentativa de mudar a personagem acabará enraivecendo fãs. Imagino que existirá um cuidado muito grande em não fazer de nossa rainha de gelo alguém insuportável. Aqui, não teremos uma música marcante para acompanhar uma personagem tão forte, mas essa atitude de trazê-la mostra que se fosse existir um momento propício para tentar, esse seria o da próxima temporada. Exatamente pela mesma razão que é arriscado, é compreensível o que os produtores estão tentando fazer. OUAT passou por um período nebuloso em que sua magia ia se esvaindo pouco a pouco. A série se tornou a própria rosa de ‘A Bela e a Fera’, lentamente perdendo aquilo que a fazia tão bela, sua magia e simplicidade. Porém, essa magia voltou, não com a mesma força, mas com um brilho incomparável. A segunda chance está aqui, basta saber aproveitá-la.

Por último, quero finalizar essa review dizendo que o período em que pude me divertir com a série e escrevendo sobre ela, foi mágico, para não soar mais piegas que isso. Vejo vocês na quarta temporada, torcendo para que essa “aventura congelante” cresça da mesma maneira que Oz cresceu.

Ps. Orçamento para os vestidos da Regina – Ilimitado. Orçamento para capas – R$6000,00 por episódio.  Orçamento para as perucas da Snow – R$0,50 e qualquer tapete velho do estúdio.

Ps². Snow e Charming, que decidiram colocar o nome no filho de Neal, homenageando o falecido ex-genro. Tem espaço pra achar fofo, tem espaço pra achar bizarro.
Ps3. Próxima temporada quero ver Mariah, Regina e Robin em um elevador, com chutes voando ao melhor estilo família Knowles.

Ps4. “Elsa - Do you wanna kill a Snow White?” *Se você não assistiu Frozen, essa piada não fará sentido nenhum, então corre e vai assistir.

Ps5. Essa é uma série família, o máximo que chegaremos da intimidade de Emma e Hook foi na alisada do gancho curvo. O resto fica na imaginação mesmo. #GanchoCurvado
Ps6. Minha macumba online funcionou e Intelligence foi cancelada. Ruby está de volta. Agora só falta sangrar alguma galinha digital para trazer a Tinker.

Ps7. Hook explicou onde estava, como fugiu da maldição e como voltou para a “Terra sem Magia”. Paciência é uma virtude.

Ps8. Imaginando o tanto de “Let it go” que a Elsa vai ouvir dos personagens em Storybrooke. Vamos fazer um bolão e adivinhar? Eu chuto 13.

Ps9. O verdadeiro herói foi Neal, que permaneceu morto para nossa vitória e comemoração. Rodada de rum por minha conta.



Ps10. Belle casou, com o Grilo como padre e do lado do poço. Por que chegar ao fundo dele não é o bastante, você tem que casar. 


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