Sunday, May 11, 2014

[Reviews] Once Upon a Time - 3.20: Kansas

Cuidado, a estrada de tijolos amarelos pode ser traiçoeira.

Apesar de ter entregado um episódio bom, ainda espero a season finale da série para dizer se OUAT se redimiu mesmo, ou não. Once Upon a Time é uma série como outra qualquer, feita para divertir, entreter e sua missão ela está cumprindo muito bem. Afinal, passamos um episódio praticamente inteiro vendo os efeitos especiais de Oz e em nenhum momento eu pensei em reclamar. A sensação é a mesma que tive quando a série estreou a três anos atrás, se a história é boa, os personagens são interessantes, os efeitos são apenas o pano de fundo e devem ser encarados como tal.
Entrando no episódio, preciso comemorar a história de Zelena e os desdobramentos de Oz, que apesar de um pouco arrastados por alguns instantes, encontrou seu fechamento com honras. Gostei muito de tudo o que aconteceu nesse Kansas, foi ótimo ver a Dorothy (apesar da atuação meh). As duas outras bruxas foram mais irrelevantes do que a informação a respeito dos macacos voadores. Mas no panorama geral, gostei bastante do produto finalizado.
Claro que todo esse episódio foi a constatação de que não existe destino, existe livre arbítrio. A relação entre as irmãs não poderia ter sido mais poética. Regina escolheu, assim como Zelena, se tornar uma vilã. Apesar de todas as oportunidades dadas, as duas renegaram qualquer bondade em prol de vingança e inveja. Logo, ver Regina abandonando esse lado e abraçando o discurso que seu filho por tanto tempo martelou, foi só a cereja. Além do mais, episódios após episódio nos conduziram por uma trama consistente que tratou de transformar Regina no que ela é agora, sem que existam furos de personalidade na personagem. Se ainda existem dúvidas quanto a admiração pela personagem e atriz, por favor me expliquem. Até porque, se é bom, temos que elogiar mesmo. Assim como o belíssimo desfecho de Regina como detentora da macumba de luz, nada mais plausível, afinal, ela quebrou uma maldição e como eu comemorei na review anterior, prova maior de bondade e redenção não existe.
Talvez algumas pessoas não tenham entendido a função de Zelena na série. A vilã surgiu para ser caricata, exagerada e cheia de trejeitos. O fato de ser verde já deveria mostrar que ali não existe nenhuma bruxa comum. Gosto muito da forma “fora da casinha” que ela tem e mais do que nunca, esse foi um episódio para fechar as muitas pontas soltas que surgiram desde a primeira aparição da nossa guache queen. Todas as ações galgadas em inveja foram exemplificadas em Kansas, até por que, quem aqui comprava a ideia de que a bruxa mataria algum dos personagens principais da série? E qual vilão realmente mata o protagonista e passa da ameaça? Nenhum né? O que importa para mim não é o que o vilão vai fazer em si, mas sim como suas ações vão refletir nos protagonistas. E ninguém pode dizer que Zelena foi ruim nesse aspecto. O amor por Rumpels consumiu Zelena, ao passo que o amor por Henry salvou Regina. Mesmo existindo essa relação familiar meio batida para a série, não questiono o caminho que ela levou.
Emma ainda me incomodou um pouco com o vamos embora de Storybrooke. Ela estava jurando que o Henry ia mesmo abandonar os avós e a outra mãe em prol de uma vida de mentirinha em Nova York. Mas, terei que concordar com quem reclama de Hook e dizer que dessa vez o lado cachorrinho obediente me estressou muito. Cadê Hook com espada? Cadê Hook pirata transão? Espero do fundo do meu coração que agora que Emma não tem mais magia para se defender, o Gancho assuma a função de protetor e deixe de se portar como uma donzela em perigo. Se é para ter um romance entre os dois (que eu quero muito) que seja pelo menos interessante para ambas as partes. Ter beijinho, amasso e fabricação de crianças é legal, mas não dá pra ser só isso, né? Quero um casal forte, que faça justiça ao caminho tortuoso que os dois tiveram que trilhar até agora. Afinal, ambos perderam o amor da vida, comeram o pão que Rumpelstiltskin amassou e Regina confeitou e mais do que nunca, precisam mostrar que isso teve algum reflexo positivo nos dois, especialmente se formos considera-los um casal. De Uncharmings já basta os Uncharmings.
Falando no casal encantado, gente, eu sei que a Snow é vovó, mas precisava ter colocado aquele vestidinho bege no final do episódio? Credo. Isso só salienta minha teoria de que o guarda-roupa do lado do bem nunca recebe coisa de marca, só os retalhos. Fugindo da piada, achei o momento entre Mary e David um dos mais emocionais para o casal, queria ter aproveitado um pouco mais do sofrimento da Snow, apesar de ter ficado aliviado com o retorno do bebê em tão pouco tempo. Parabéns papai David, parece que esse filho vocês vão criar. Só falta escolher o nome, né? De qualquer forma, apesar de mais contida as cenas dos dois passaram bem o momento de tensão e perigo.
Fiquei um pouco triste pelo Rumple, mas eu entendo bem o que levou o cara a ter a atitude que teve no episódio. Alguém acreditava (depois de três anos acompanhando) que ele iria mesmo ficar quieto enquanto a assassina do seu filho estava lá na mesma cidade? Isso não passou pela minha cabeça em momento nenhum. Agora entramos em uma questão delicada, Rumple é um “quase” vilão, que teve todas as suas atitudes justificadas pelo poder corruptível da adaga do Dark One e a vontade de ter o filho de volta, logo, ele ainda não chegou perto da sua redenção, que cruzou a tela rapidamente com seu sacrifício. Imagino que sem Neal, somente Belle e Henry possam acabar trazendo o nosso crocodilo de volta para o lado bom da força. Será que a próxima temporada será mais centralizada nele? Competência para isso o ator tem, só falta mais oportunidade.
Agora, se o episódio teve lá seus momentos meio caídos com as bruxas avulsas que poderiam ter tido um desenvolvimento melhor, ou o fato de todo mundo ter sido nocauteado pela Zelena só para evitar o transtorno de trabalhar mais de três personagens bons por cena, o desfecho compensou completamente. Aparentemente ninguém nunca conseguiu ser bem sucedido em um feitiço do tempo, porque nenhum bruxo/bruxa se dispôs a morrer. Certo? Bom, ainda não é uma certeza, creio que a série irá arrumar uma forma de explicar isso. Entretanto, o resultado será visto no próximo episódio da série, o finale com episódio duplo de encerramento. Bom, eu vi algumas promos e lembro de alguém ter comentado que queria muito ver Emma princesa, será que chegaremos lá com esse “universo alternativo”? Mais ansioso que eu, impossível. E que fique a lição, muita coisa boa acontecendo antes do final da temporada é sinal para ligar todos os alertas.
Ps. Nova moda lançada por OUAT – Nada de aliança de casamento, adaga amaldiçoada is the new black. Ou então inove, que tal uma guilhotina de noivado? Um mosquete de namoro ou uma faca polishop pra marcar o relacionamento sério? Anotem porque vai bombar.
Ps². Olá, você já ouviu a palavra libertadora das bruxas boas de Oz? Tem um tempo do seu domingo? Qualquer coincidência é mero veneno da minha parte.
Ps³. “Eu sou Glinda, a bruxa boa do sul e meu poder é ser um alvejante humano”. Sério, a barra do vestido não sujava nem andando na lama.
Ps4. Gastaram todo o dinheiro do orçamento do episódio e não sobrou para contratar uma atriz pra ser a Dorothy. Resultado, colocaram uma peruca no Henry e falaram pra ele afinar a voz. Só isso explica.
Ps5. Zelena, espero que você não tenha morrido de verdade, afinal, você foi a primeira drag queen caricata da série.
Ps6. Se era pra fazer um spin-off de OUAT, deviam ter feito de Oz e utilizado esse episódio como piloto. Fim.
Ps7. Seria bem irônico se utilizassem a vassoura caída da Zelena pra varrer os cacos dela do chão, né?
Ps8. Em Star Trek, quase todo episódio aparecia um personagem da camisa vermelha para ser sacrificado. Todo mundo sabia que o coitado ia morrer, virou uma piada. Então, se Aurora, Philip ou qualquer outro personagem importante aparecer depois da “fase somos todos macacos”, não chorem. Tinha muito aldeão lá pra suprir a necessidade de corpos. Ok? [Não que isso justifique a carnificina]
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