Monday, May 19, 2014

[Reviews] Agents of S.H.I.E.L.D. - 1.22: Beginning of the End [Season Finale]


Agents of S.H.I.E.L.D. chega ao final de sua primeira temporada. Será que o saldo foi positivo?


MAoS sofreu uma grande pressão, de todos os lados. Em sua estreia a pressão era em se tornar o novo hit sensação da Marvel na TV, depois, a pressão de não ser a decepção e por fim, de manter o nível e entregar um finale que seguro de todo o crescimento que a série teve. Posso dizer de boca cheia, ela cumpriu as expectativas e nos entregou um final de temporada digno de uma produção tão bem amarrada, com humor, ação e aquele gostinho de quero mais.

Esse foi um episódio que em quarenta minutos conseguiu passar o que a série tem de melhor. Até a finalização do Garret e sua reconstrução, que me deixou colado na cadeira enquanto eu via um personagem assumir quase que 100% a mesma estrutura dos quadrinhos, a sua execução pelo Coulson e o fim de um clichê totalmente desnecessário. Quem disse que precisamos do Garret e sua loucura para a próxima temporada? Não precisamos. MAoS disse isso com uma explosão. Em uma série tão bem amarrada e em sintonia com o universo Marvel, a última coisa que precisamos é o reaproveitamento de um vilão que cumpriu muito bem a sua missão. Garret veio, carregou o selo e a ameaça da Hydra, foi além e saiu de maneira honesta. Ou seja, não queria mais nada dele.

Diferente é claro da Raina e Quinn, que ainda tem muito a oferecer a série. Ambos carregam mistérios que precisam ser solucionados e que dão a conexão certa entre os perigos da primeira temporada e os riscos da segunda. Ainda temos o mistério da Skye para resolver, algo que somente a garota do vestido florido poderá ajudar e ainda temos o Graviton para finalmente conhecer. Além do mais, eu disse na review anterior que é legal ter algumas caras conhecidas para detestar na próxima temporada. E quem melhor que Raina para dar segmento aos mistérios levantados na primeira? Essa personagem é a mistura perfeita entre segredo e antecipação. Eu gosto da atriz, achei seu trabalho maravilhoso e marcante.

Carregar para mais uma temporada o suspense ao redor de Skye é inteligente. Nos deixa querendo mais e ao mesmo tempo próximos de maiores informações. Claro, eu gostaria de ter visto algo mais interessante, porém a cena final soube suprir um pouco essa minha vontade. O pai da Skye ainda está vivo, e pingando sangue. Não sabemos o que ela irá se tornar, mas sabemos que ainda teremos mais monstros para lidar.

Na ação e surpresas ficamos lado a lado de Nick Fury novamente. Eu já sabia que o Samuel L. Jackson faria uma participação no último episódio, mas não imaginava que seu surgimento seria algo tão emocional assim. Mesmo com uma mão estendida para Fitz-Simmons, o ex diretor da S.H.I.E.L.D. passou mais emoção que uma temporada inteira de Ward. Sim, ainda desprezo o ator e acho que a melhor coisa que a série fez foi deixar ele como vilão. Voltando ao Nick Fury, suas cenas coroaram os melhores momentos desse episódio. Das conversas piadistas entre ele e Coulson (que tem uma química enorme em tela), ao momento em que o novo diretor da agência é colocado como Vingador, não poderia ter sido melhor. E é assim que se utiliza um personagem e um ator tão fortes. Parabéns para a série que soube muito bem como conduzir toda essa bem estruturada obra.

Falando em química, fico feliz que Fitz-Simmons tenham sobrevivido e mais ainda por imaginar o impacto sentimental que a recuperação de Fitz terá em toda a equipe. Porém, não sei vocês, mas eu não senti muito sentimento colorido por parte da Jemma. Uma salva de palmas para os atores que souberam muito bem como trabalhar a cena, dentro de uma caixa. Não é para qualquer um. Ainda mais sabendo que apesar de vivo, Fitz poderá nunca mais ser o mesmo, as vezes não é preciso matar o personagem para fazer alguém sentir falta dele, basta matar aquilo que é mais característico, sua inocência.

O que comentar do Ward e sua quase redenção? Olha, a MAoS soube muito bem brincar com nossas expectativas e medos. Do cara que no episódio anterior recebia um flashback centralizado em explicar os motivos por trás de sua faceta de traíra, para o último suspiro de um quase maníaco. Ward não merecia perdão, não merecia ser compreendido e muito menos ser reintegrado ao time do Coulson. Ward teve o que merecia,  prisão, uma bela surra da May e o desprezo da Skye.

Falando nisso, May foi simplesmente rainha do meu universo. “Você nunca esteve por cima” e os pregos no pé, fechando com o golpe na traqueia simplesmente me deixaram mais feliz que criança norte americana em dia de promoção no fast food. Não tinha como ser melhor. Logo, o roteiro conseguiu trabalhar muito bem seu humor em conjunto com todas as outras emoções sendo pontuadas. Piadas no ponto, que me fizeram rir, ação bem coreografada, que me deixaram ansioso e por último, um desfecho justíssimo para o Mike.  

E por fim, a dúvida de todos era a respeito da utilidade de MAoS após a queda da S.H.I.E.L.D. Bom, não resta mais nenhuma, correto? Estaremos vivendo a partir da segunda temporada a reconstrução da agência de espionagem, e nada melhor do que isso acontecer através das mãos do nosso agente Coulson, que provou nessa temporada ser o único capaz de lidar com os conflitos de um mundo tão complexo. Se a série deu uma guinada de qualidade com a mudança de dinâmica pós Hydra comeback, ela soube muito bem fechar o arco com mais uma. Não é brincadeira quando digo que MAoS soube muito bem explorar todas as suas opções, fazendo desse “Begenning of the End” o ponto e virgula necessários para mais um ano de surpresas agradáveis.

Nos vemos na próxima temporada, em que termos mais mistérios para resolver e muito mais diversão. Agora nós já sabemos do que Agents of S.H.I.E.L.D. é capaz.

PS. Pobre Fitz, quase morrendo, confessa seu amor e recebe beijos em todos os lugares do rosto, menos na boca.

PS². Esse episódio não carrega muita abertura para teorias. Infelizmente.

PS³. Quero agente Koening morrendo toda temporada e voltando toda temporada. Pode?
PS4. Causa mortis – Costela na cara. 

PS5. Skye safadinha, passando mensagens pro Deathlok. Por isso que amo, menina.

PS6. Fitz-Simmons poeticamente discursando sobre morte e energia. A religião dos nerds é linda.

PS7. Trip, te recebemos de braços abertos.

Easter Eggs

- A arma que Coulson recebeu do Nick Fury é chamada “arma deus/god gun”, utilizada por Coulson no filme Vingadores para atacar o Loki.

- Podemos estar encarando o primeiro indício de um clone, ou life model decoy, com Billy/Eric Koening. Nick Fury sempre usou (nos quadrinhos).

- A língua estranha que Garret e Coulson rabiscaram já havia aparecido antes na série, no episódio Eye Spy. Tudo indica que seja a conexão com Guardiões da Galáxia. E meu palpite é KREE!






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