Friday, April 4, 2014

[Reviews] Agents of S.H.I.E.L.D. - 1.16: End of the Begining

Finalmente a série que todo mundo queria desde o começo.


Não tem como negar, depois da pausa de final de ano MAoS voltou com tudo e engatou uma sequencia maravilhosa de ótimos episódios. Desde o décimo primeiro com a revelação a respeito da ressurreição do Coulson que o clima só tem melhorado.
Tudo o que aconteceu nesse “Final do Começo” foi para ter qualidade épica. Da trilha sonora a montagem, parecia que eu estava assistindo a um filme, não só um episódio semanal de uma série. E imagino que essa seja realmente a proposta do primeiro evento. Algumas pessoas não acompanham quadrinhos, mas eu acho que a série entrega tantos easter eggs e informações importantes que me sinto no dever de comentá-los aqui. Somando ao fato de ser fã de carteirinha da Marvel. Por isso, vou dar uma explicada básica sobre o que é um evento nos comic books. Eventos são Sagas grandiosas que interligam todos os heróis e grupos do universo existentes no momento. Por exemplo, na saga Civil War, o grande evento foi a cisão dos heróis entre dois grupos, um a favor do registro de super poderosos, em que todo mundo tem que passar a identidade secreta e receber ordens diretas do governo, liderados pelo Homem de Ferro e outro grupo com ideias totalmente contrárias, liderados pelo Capitão América. Essa saga teve ligação mundial com todos os personagens. Por isso, existiram Civil War – X Men, Civil War – Avengers entre outros. Esse primeiro evento da série o ‘Uprising’ tem conexão direta com o filme do Capitão América que irá respingar em todos os outros heróis do universo Marvel nos cinemas. Por isso, a importância é gigantesca, algo que complementará os próximos filmes da casa das ideias, além da futura temporada da série.
Muitas pessoas reclamaram da aparência do Deathlok, concordo com alguns pontos feitos, aquela placa no peito ficou de péssimo gosto. Logo, foi uma grata surpresa ver que durante o raio-x de Mike nós estamos observando exatamente o design do personagem 100% fiel ao dos quadrinhos, que se assemelhava muito a uma espécie de zumbi high-tech. Ou seja, o recado foi dado, não tinha espaço para esse visual na série, mas nada impediu os criadores de passarem uma homenagem ao material original. Gosto muito da Marvel por isso, sempre procura fazer um paralelo interessante entre suas mídias. Além do mais, é nítido que existe uma equipe muito competente em fazer desse universo algo coeso. Disso ninguém pode reclamar.
Mais importante ainda, estávamos diante de uma pancada sentimental gigantesca. Quando a Lorelei trouxe a luz o amor escondido de Ward por Skye, May automaticamente entrou em uma bolha e nesse episódio o próprio agente Garret confessou a Skye que parte da mudança de seu pupilo foi graças a ela. Isso sem comentar que o cara matou o falso clarividente e ainda justificou a hacker que fez para protegê-la. Essa mudança na personalidade do agente só favorece essa imagem tão sem sal que ele veio carregando até o décimo quinto episódio. Uma pena que às vezes o ator quase não transparece esses picos sentimentais.
Outro ponto super válido a respeito do episódio foi que a série fez o possível para lidar bem com todos os seus personagens. Mesmo que o foco tenha ficado entre Coulson, Skye e Ward, lá estavam Fitz e Simmons conspirando para conseguir descobrir o que está escondido no sangue da recém promovida agente da S.H.I.E.L.D. ao passo que May coordenava a ação com o agente Blake e ainda fazia aquele fechamento de episódio genial.
Falando na promoção da Skye, fiquei feliz por isso ter acontecido finalmente, estava ficando um pouco estranho uma hacker sem nenhum nível de metendo o bedelho em tudo. Também foi muito bom por que existiu uma história por trás da personagem que veio se desenvolvendo desde o piloto. Se lá no episódio três ou quatro fizessem essa sugestão e ela aceitasse de bom grado eu gritaria e xingaria muito. Agora não, existe ali (especialmente entre Coulsou e Skye) uma relação muito forte de cumplicidade e até mesmo amor. Justifica bem entender que depois de estar desconexa de qualquer relação por querer informações sobre sua família, após quase morrer e se recuperar, a única coisa que faltava para Skye era integrar essa agência que ela viu em primeira mão ser de pessoas capazes querendo o melhor para o mundo.
Comentando Victoria Hand e o agente Jasper Sitwell. Ambos foram retirados da ação em um momento crucial. O que já levantou minhas suspeitas ao redor dos dois. Victoria teve a traição já revelada no episódio, o agente Sitwell ainda é um mistério. Gostei muito de ver que a S.H.I.E.L.D. da série é perfeitamente fiel a dos quadrinhos, sempre cheia de suspeitas e traições. Melhor ainda ver que dois personagens que lá ficaram por um tempo a frente da agência substituindo o próprio Nick Fury, aqui já dão todos os indícios de que são vira-casaca. Hand durante a saga ‘Reinado de Terror’ trabalhou para o Duende Verde e quase levou uns cascudos do Wolverine. Ou seja, a natureza traidora da moça já deu as caras, assim como nos quadrinhos.
Nesse parágrafo vou comentar possíveis spoilers de Capitão América: Soldado Invernal. Informações que foram reveladas pela própria ABC/Marvel antes do episódio ir ao ar. Todos os episódios da série tem uma cena pós-créditos. Nesse, segundo informação passada pela ABC, veríamos Nick Fury recebendo uma ligação e logo em seguida sendo atacado pelo Soldado Invernal. Porém, a cena não veio a ser exibida em alguns releases, fato reclamado por muitos em fóruns gringos. Lá nos Estados Unidos o filme do Capitão ainda não foi exibido, “End of the Beginning” seria o link entre a série e o filme. Para mim, aquele telefone estava conectado diretamente com o Nick Fury, que descobre informações vitais e perigosas sobre seus próprios camaradas e a agência para qual trabalha.
Quando fiz a review do episódio 11, Magical Place, coloquei algumas teorias minhas ligadas ao Clarividente. Lembro que enunciei que existiam três possíveis personagens que dariam vazão ao perfil do vilão. Porém, também disse que era possível que nada daquilo viesse de fato a acontecer, já que a série tem essa mania de jogar informações a respeito de um determinado personagem, incessantemente, só para depois vir com uma explicação completamente diferente. No aviso eu disse que o Clarivdente poderia acabar se provando apenas um personagem com muitas informações. Graças a Skye e a reação final da Victoria Hand, parece que é isso mesmo.
O embuste por trás do falso clarividente foi uma sacada de mestre. Colocar um homem que está vegetando e atiçar o agente mais perigoso do grupo do Coulson para ser confrontado. Parabéns para os idealizadores desse momento. Não fosse o Fitz descobrir a linha grampeada, tudo teria dado muito certo, eles acabaram alertando a Hand de que alguém estava passando informações secretas para um terceiro. Como ela é a vilã, só podia ser coisa ruim para ela.
Concluindo, esse episódio soube fazer aquilo que todo mundo esperava da primeira série da Marvel. Um ritmo bom, como o mostrado na perseguição do Clarividente, cheia de viravoltas e surpresas, como a cena da Hand mostrando todo seu ódio pela equipe do Coulson e melhor ainda, personagens mais relacionáveis e compreensíveis. Depois de ler essa review acho que não é segredo para ninguém de que eu estou gostando muito dessa “segunda fase” da série. Ou seja, nós que permanecemos com ela estamos sendo recompensados com cenas dignas de um universo tão vasto e interessante. As possibilidades são infinitas e nós temos muito a aproveitar ainda.
Ps. A S.H.I.E.L.D. possui um programa de indexação de pessoas. Seria possível uma abertura para o arco Civil Wars e o registro de superpoderosos? Espero que sim.
Ps². Skye faz uma referência ao departamento H, que é o nome da agência canadense de fiscalização da Tropa Alfa, grupo composto por heróis canadenses, como Guardião, Estrela Polar, Aurora, Sasquatch, Shaman e Pássaro de Neve. Estão intimamente ligados ao passado do Wolverine.
Ps³. O agente Blake ficou perguntando várias vezes para a May se ela era ‘scorpio’, ela por sua vez entendeu a pergunta como signo. Nos quadrinhos existe o volume ‘The Scorpio Connection’. Referindo-se aos vários vilões com o mesmo nome. Seria essa a conexão? Ou foi só pra atiçar mesmo?
Ps4. The Fridge é o nome da prisão da S.H.I.E.L.D onde estão presos vários vilões da série, como o Vanchat, Ian Quinn e Franklin Hall (Preso no Gravitonium). Imaginem se libertam esses caras? Agentes, a coisa pode feder.
Ps5. O agente Sitwell foi chamado para a “Lemurian Star”. Nos quadrinhos, Lemurianos são uma raça subaquática. Nesse caso, tudo é conectado diretamente ao filme do Capitão América. Lá, Lemuian Star é o nome de uma plataforma móvel de lançamento de satélites.
Ps6. Fitz-Simmons. Não acho que romance seja adequado para a série, mas esses dois tem uma química gigantesca.
Ps7: Alguém acredita na traição da May? Eu não.
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