Sunday, March 9, 2014

[Reviews] The Originals - 1.14/15: Long Way Back from Hell/ Le Grand Guignol


E quem ver alguma coisa errada com The Originals, não jogue a primeira pedra, se proteja das minhas.

Long Way Back from Hell

Ou como eu gosto de chamar, Originals Horror Story: Asylum. Para ser honesto esse episódio foi um pouco estranho. Não estranho de uma forma ruim, mas sim estranho de uma forma contextual. É até compreensível que as bruxas iriam optar pela única forma de se atingir um original, sua mente e estabilidade mental. Logo, o ataque a mente de Rebekah foi completamente justificado, ainda mais se levarmos em conta seu passado com a bruxa ruiva avulsa.

Longe de ser apenas sobre a loucura o bom texto de The Originals queria passar como tudo aconteceu. Qual o cerne da culpa que esses irmãos tem um para com o outro. Elijah, coitado. Toda a sua trajetória gira ao redor da culpa. Culpa por Klaus ter sofrido tanto nas mãos do pai (como se ele fosse culpado mesmo), culpa pela irmã não ser feliz com um companheiro (coisa que também não é culpa dele) e culpa por ter salvado Hayley no lugar dos irmãos, isso sim ele pode sofrer. Logo, é esse o seu calcanhar de Aquiles. Elijah é aleijado emocionalmente, falta nele capacidade para superar os erros que ele julga ter cometido ou por omissão, permitido. 

Ao passo que Rebekah tem uma única culpa. Não ter se desvencilhado de seu irmão corrosivo. Em praticamente todos os flashbacks da vampira ela sempre está feliz até que Klaus se intrometa. Nunca vemos Rebekah sendo deixada em paz e é isso o que ela mais quer. Porém, seu apego com a família não pode ser contido e ela acaba sempre ao lado dos irmãos. Essa é a sua culpa, seu arrependimento. Vê-la louca, tendo alucinações com o momento em que decidiu trair o irmão e ruir seu império foi uma ótima sacada.

Como eu disse lá em cima, a série não pode matar seus protagonistas. Então a única forma de atingir criaturas tão poderosas e com regeneração acelerada é atacá-los sentimentalmente. Klaus é contraditório por que é imaturo e hipócrita. Mesmo antes de seu reinado ter se estabelecido em Nova Orleans ele já havia encaixotado seus irmãos, Rebekah principalmente ia e voltava. Mas é só algum deles cogitar a hipótese de trai-lo que ele se sente a pessoa mais injustiçada do mundo e com todos os motivos e razões para se vingar. Isso faz com que o personagem dele se torne o mais infantil, só que longe de ser chato. Klaus é quem movimenta a série, mesmo quando em coma induzido. 

Le Grand Guignol

Le Grand Guignol vem então para dar sequência direta ao que começou lá no passado bem distante, quando Rebekah forçou sua família a fugir. Esse é o episódio que eu gosto de chamar de sand box. Um mundo aberto completamente recheado de conexões com todas as ações e reações que a série mostrou até agora, mesmo antes, quando ainda era The Vampire Diaries.

Claro que não era necessário enrolar tanto com os flashbacks, mas foi muito bom ver que a culpa de Elijah somada ao medo de Rebekah tem precedentes. Klaus, maroto como sempre, mantinha escondida uma estaca de carvalho em casa. Eu já tinha ouvido falar em transportar diamantes e até ouro em estátuas de "Santo do Pau Oco", agora uma estaca poderosa foi a primeira vez, parabéns.

Esse episódio foi o divisor. É a partir dele que veremos os desdobramentos da série até a conclusão. Tanto que eu juraria de pés juntos que esse era o penúltimo episódio da temporada se não fosse pela certeza de que não é. Ainda faltam mais alguns e eu preciso saber o que a série irá bordar para o novo vilão.

Não acredito que Klaus irá matar a irmã, isso seria impossível. Caso fosse acontecer a série não teria colocado os créditos finais e empurrado o resto da ação para o episódio seguinte. Isso foi só parte da enrolação. 

Gostei bastante do que aconteceu e continuo com minha fé na série intacta. A primeira temporada avança para o final e o status permanece positivo. Davina já voltou e Celeste encontrou seu fim. Ou seja, tudo aquilo que teve início com a (antes) chegada dos Originais atingiu sua conclusão. Marcel recuperou Davina, que se livrou do ritual feito pelas bruxas (já mortas). Hayley encontrou a cura para a maldição de seus familiares. 

Fico feliz com a série e sua capacidade de gerenciar múltiplos arcos ao redor dos mesmos personagens, não se perder e ainda conseguir uma conclusão para tudo o que vimos. É muito fácil se perder, mas a série não o fez. Le Grand Guignol nos enrolou um pouco com seus flashbacks? Sim. Mas também soube expandir o panorama para além do período que estamos vendo. 


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