Wednesday, March 12, 2014

[Reviews] Once Upon a Time - 3.12: New York City Serenade


“Você quer um coração? Você não sabe o quão sortudo és por não ter um.” O Mágico de Oz.


Que belo retorno para Once Upon a Time. Fazia muito tempo que eu não sentava na frente da televisão e me divertia do início ao final de um episódio. Para ser honesto, eu mesmo não via muitas coisas interessantes no começo da temporada ou (parecendo muito cruel com a série) a segunda temporada praticamente inteira.  Continuei por sempre acreditar que uma hora ou outra a série voltaria a me encantar como fez em seu ano de estreia, mesmo com todas as indicações de que ela não chegaria a fazer isso.

New York City Serenade fez bem, ou melhor, parece que o hiatus foi de grande ajuda para as mentes por trás da série. Se no começo desse terceiro ano as coisas tropeçaram e foram lentíssimas, passando pelas sofríveis cenas dos meninos do batuque com o Peter Pan, a chatice gigantesca em ter que aguentar toda a balela em cima do “coração do verdadeiro crente”, agora tudo mudou. Não podemos julgar apenas um episódio como salvador da série, que irá redimir todos os deslizes que vimos até então, mas posso imaginar que esse é um sinal de que mudanças estão em processo.

Acredito que a série está finalmente passando por uma renovação. De Going Home, que mais pareceu um series finale do que um episódio de meio de temporada até New York City Serenade eu vejo praticamente todos os efeitos do botão de reset que foi acionado por Regina ao levar todos os personagens de volta a Floresta Encantada. Parece que estamos vendo uma nova Once Upon a Time, uma OUAT clássica, parecida com a que vimos na primeira temporada só que com uma roupagem um pouco diferente. Apesar de não ser o ideal essa comparação, entre nova OUAT e clássica, é a única forma justa que consigo ver essa transição.

A própria velocidade com que as coisas aconteceram e a nova inclusão de flashbacks que deverão cobrir os eventos ocorridos dentro do ano esquecido pelos personagens me mostram melhoras no roteiro. Ágil, com falas ótimas e momentos interessantes.

Eu por um bom tempo fiquei com pena da Emma, sofri por imaginar que a vida perfeita em que ela nunca precisou abandonar o filho, logo estaria perdida. De certa forma, Regina a garantiu seu final feliz. Mesmo com o sentimento de que algo estava faltando, a relação entre ela e Henry foi tudo aquilo que nós queríamos que acontecesse para a personagem, que de fato merecia. Mais uma vez, repito: Essa metade de temporada está parecendo muito como uma sequência. É como se todas as coisas que aconteceram do piloto até o episódio 11 da terceira temporada fossem um arco só. Se estivéssemos assistindo a um filme essa seria a sequência dele.

Passei então a encarar essa como uma nova Once Upon a Time. Que de certa forma aprendeu com seus erros e não irá mais nos forçar a acompanhar histórias tediosas e com pouco apelo sentimental. Só que ainda não me esqueci da Neverland horrorosa, da magia sofredora que uma hora queriam erradicar, outra propagar, de um arco inteiro dedicado ao personagem mais chato da série, Henry. Estou vacinado e minhas expectativas apesar de terem aumentado muito, permanecem precavidas.

Todo o cuidado e esmero da série em pintar em Nova York alguns elementos de Mágico de Oz me mostram que a série está sim se levantando. Como por exemplo, o topo do Empire State brilhando verde como a cidade Esmeralda vista pela primeira vez por Dorothy.  Esses detalhes que chamam a atenção, deixam tudo mais bonito e mostram que não estamos só assistindo, estamos entrando naquele mundo (de novo) junto com os personagens e sendo absorvidos pelas mesmas sensações e emoções que eles estão passando.

A inclusão da Wicked Witch foi muito boa, uma perfeita forma de aproveitar o material clássico dos contos de fadas que todos nós amamos. Porém, não se enganem. Ainda não dá para ter certeza de que ela foi responsável por banir todo mundo de volta a Storybrooke. Isso mais me parece uma medida desesperada de salvar a todos do que de prejudica-los, já que lá seria o lugar mais adequado para fugir da Bruxa Má.
Vocês viram que o Henry acabou adotando a postura da Snow nesse episódio? Afinal, alguém precisava ser a voz sábia para Emma. A voz que iria dar conselhos de relacionamento e a mostrar que às vezes precisamos aproveitar o bom. Eu notei essa sacada, redatores.

Gostei muito desse episódio, como vocês podem ter notado pela review. Fazia muito tempo que eu não me via tão interessado e feliz com a série. Fazia muito tempo que eu não sentia meu coração sendo quebrado pela Lana Parrilla como na cena em que a Regina enterra seu coração para não sentir dor. Eu honestamente estava sentindo falta desses momentos. Acho que a última vez que me apiedei da Regina foi lá na segunda temporada, no episódio The Cricket Game, com sua cena chorando no carro enquanto via Henry se afastando dela.

E só para constar, se existem pessoas (se é que isso é possível) que ainda se opõem ao futuro romance entre Hook e Emma, saibam que a bonitinha passou oito meses brincando de médico com um MACACO voador. Se já não bastasse Neal barriguinha de chopp, ela agora pode incluir na lista oito meses ao lado de um babuíno com asas. Isso sim é ter o dedo podre.

Por falar em Neal, eu não quero ser muito superficial, mas tipo assim: Todo mundo que voltou para a Floresta Encantada passou a usar as mesmas roupas que estavam usando no momento que partiram por causa da maldição. Certo? Por isso a do Charming tinha aquele corte e sangue. Pois então, Neal/Baelfire não devia estar em alguns trapos remendados? Como assim ele volta com roupa de príncipe? Eu até entendo a Snow aparecer naqueles trajes, que serviram para esconder a barriga de grávida da atriz, Neal por outro lado não tem motivo nenhum para se envergonhar da dele, todos nós já conhecemos. Alguns de nós até amamos.

Brincadeiras a parte, estou ansioso para esse restinho de temporada. Que por uma sorte gigantesca correrá livre e sem interrupções. Né? E que a Dorothy e o Totó apareçam na série, assim como o Homem de Lata, Leão e Espantalho. As vezes a série me decepciona um pouco quando pega alguns personagens que dariam muito certo na série e o adaptam para outros já existentes, como no caso Úrsula e Regina (apesar da Úrsula existir).

Ps. Emma chegou em Storybrooke às 8:15 minutos, dois dos números de LOST.

Ps². Regina fez uma citação a Cachinhos Dourados. “Ninguém come meu mingau e ninguém senta na minha cadeira”. Onde estão os três ursos?

Ps³. “Ele tem cheiro de floresta”. E todos nós sabemos que você está interessada nesse pau brasil, Regininha.

Ps4. E vocês achando que pintura corporal só era aceita no carnaval, né? Imaginem a quantidade de guache verde que não foi utilizada para pintar a cara da Zelena.


Ps5. Cadê OUAT fazendo crossover com o Brasil? Vamos sonhar com o dia em que a Cuca irá contracenar com a Wicked Witch e o mundo irá ver o que é uma bruxa verde malvada de verdade.

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