Wednesday, January 15, 2014

[Review] The Middle – 5.10 Sleepless In Orson


Filosofia Budista


Contém Spoilers

Eis que The Middle retorna com um episódio mais para pensar do que para rir. Brick é o guia que dá o tom de reflexão de um caminho que beira a paranóia, para uma filosofia budista. Para lembrar que ainda estamos em um cenário cômico, o caçula intelectual da família Heck adapta a filosofia a seus interesses pessoais e o que poderia levar para uma reflexão comovente, vira apenas uma piada egoísta. 

Já que Brick foi a “estrela” deste episódio, permito-me abrir um parêntese e dizer que Brick me fez refletir dia desses. Estava lendo um livro super interessante, daqueles no qual você fica preso a cada capítulo. Em um momento decisivo do livro, tive que ir a um evento e, portanto me separar do mesmo.  Disse em voz alta, vou dar uma de Brick e ler o livro lá mesmo no meio de todas as pessoas. Como sabia que apenas brincava, quem estava ao meu lado sorriu e disse que eu não teria coragem. Pois bem, não tive mesmo, achei que seria deselegante com as demais pessoas. Chegando ao evento, 90% das pessoas não conversavam entre si, estavam munidas de tablets e celulares e concentradas no seu mundo particular. Neste momento ouvi, puxa você poderia ter trazido seu livro. Ri com a situação. Pensei em Brick e como o pobre é injustiçado por ser chamado de antissocial, principalmente nos dias de hoje. Ri então de mim ao sentir pena da ficção. Meu vício em séries e sério, mas nem me preocupo em curá-lo.

Voltando ao episódio e a Brick, Frankie e Mike se preocupam com a piora das esquisitices do caçula que agora munido de um tablet, caça todas as desgraças que nos envolvem, ficando, portanto em um estado permanente de pavor com tudo de ruim que possa acontecer no mundo e consequentemente com ele mesmo. Tentando em vão ajudá-lo, Mike também acaba paranóico. Difícil convencer um filho tão bom argumentador. Nem os pais, nem o psicólogo pirado o ajudam e sim uma nova filosofia. A Filosofia budista. Ao acreditar que alguns acontecimentos não podem ser mudados e sim aceitos, ele decide valorizar o tempo que ainda possui com o que quer que seja da melhor maneira possível. No seu caso, o que mais ama. 

Sue novamente aparece em seu emprego e a novidade foi ver Brad trabalhando no quiosque ao lado. Seu “romance” com o vizinho encrenqueiro, toma novas direções. No começo pensamos, pobre Sue, de tão carente aceita qualquer demonstração de amor, mesmo vinda de um Glossner. Ela merece mais. No final, o delinquente derrete nossos corações. A decepção de Darrin vendo Sue sendo beijada, reserva uma disputa pelo seu coração. Sue merece.


Os Heck adaptaram a filosofia budista a seu cotidiano ao longo de sua trajetória repleta de privações, Frankie chega a esta conclusão.  É a filosofia budista, segundo os Heck, não dá para levar muito a sério.
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