Friday, December 6, 2013

[Reviews] Criminal Minds - 9.10: The Caller


Eu te peguei, não foi? Eu disse que iria te pegar.
Contém Spoilers

O episódio passado já tinha sido ótimo, mas The Caller foi excelente. Ver essa sequência satisfatória só me deixa ainda mais ansiosa para ver o que foi que aprontaram no ducentésimo episódio.

Quando temos crianças no meio dos casos, os fatos tomam uma proporção gigantesca. Jamais esqueço de Into The Woods, nono episódio da sexta temporada. Foi de revirar o estômago acompanhar a cena do garoto voltando da floresta, uma sensação de impotência tomava conta de todos os telespectadores. Por mais que o contexto de The Caller fosse completamente diferente, a sensação foi a mesma e a agonia só aumentava com o decorrer dos minutos.

Tudo começa quando a equipe é chamada para investigar o sequestro de um menino. Reid rapidamente lembra de um caso em aberto parecido e que ocorreu há quinze anos. Em situações assim, onde o tempo de dormência do unsub é grande, uma das primeiras hipóteses cogitadas é a de um imitador. Porém, com o andar das investigações, a equipe de Hotch descobre que o unsub era o mesmo. Só faltava traçar o perfil do criminoso e dar início a caça.

As ligações que antecediam o crime eram sinistras. Aliás, todo o caso foi construído com um aspecto meio macabro e cheio de tensão. Gostei de como as coisas se desenvolveram, as cenas mesclavam angústia e esperança e o ritmo adotado encaixou muito bem na trama. O desfecho foi extremamente triste, mas serviu porque aproximou o telespectador de algo real. Na vida, nem sempre o final é feliz, e a série conseguiu passar isso muito bem.

Uma palavra que define bem The Caller é: trauma. Muitas vezes, eventos traumáticos são o divisor de águas na vida das pessoas. Cada um reage de uma forma e escolhe a maneira como lidará com essas marcas da alma. Da mesma forma como aconteceu em Strange Fruit, aqui a vítima acaba virando o criminoso. O unsub canalizava todo o seu ódio nas famílias que ele julgava parecer com a sua. O ódio era tão intenso que ele passou a enxergar sua família em todas as outras famílias, o que bastava para que ele cometesse o crime.

E assim como o unsub era preenchido por traumas, a família do garoto também ficará marcada para sempre. Por mais que eles tivessem feito de tudo pela segurança do menino, eles vão se sentir culpados. O pai do garoto era extremamente protetor, vasculhava a vida de todos os amigos do filho para saber se ele estava em boa companhia. Jamais suspeitaria do professor de informática do garoto. A cena onde ele encontra o corpo do filho foi de arrepiar. A atuação do Doug Savant foi impecável, ele conseguiu transmitir todo o desespero do pai, foi inevitável não ir as lágrimas.

Ainda tivemos citação ao Brasil, com o famoso estereótipo de prostitua brasileira que se dá bem no exterior. E aquele português HORRÍVEL? Parecia muito mais com o português de Portugal do que com o brasileiro. Foi o único deslize que Criminal Minds cometeu nesse formidável episódio.

PS: Ai, Reid, você tinha que salvar a Blake?
PS: Fiquei com o coraçãozinho na mão vendo a JJ sozinha no meio da floresta. Imagina no tão aguardado episódio 200º, onde ela será o foco? Vou precisar de atendimento médico.


E vocês, o que acharam desse episódio?  
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