Thursday, December 5, 2013

[Reviews] Criminal Minds - 9.09: Strange Fruit


"O universo não gosta de segredos. Ele conspira, para desvendar a verdade, e mostrá-la a você." – Lisa Unger
Contém Spoilers

Essa frase é pontualíssima e descreve exatamente o evento principal que desencadeou vários outros acontecimentos. Uma companhia de esgoto encontrou ossadas em um quintal enquanto cavava o terreno para manutenção e, a partir desse fato, nossa equipe preferida é chamada para investigar o caso. A dinâmica de Strange Fruit é bem diferente do que estamos acostumados a ver em Criminal Minds. Os agentes não precisam traçar o perfil do unsub e dar início a caçada. Os moradores da casa onde as ossadas estavam enterradas são os principais suspeitos, só é preciso encontrar qual deles é o verdadeiro culpado.

Desde o começo, Lyle, o filho do casal, tornou-se o maior suspeito, ainda mais quando a investigação avançava e os agentes encontravam várias ligações de Lyle com uma das vítimas. Só que, quando os agentes pressionaram mais e ele confessou o crime, aquele choro não era de culpa. Naquele momento eu já o descartei como culpado. O choro de Lyle era de saudade, era um choro verdadeiro. Ele pode até ter um histórico agressivo, mas não tinha sido ele o autor dos crimes. Ainda bem que os agentes foram treinados para lidar com confissões falsas e conseguiram na hora perceber que Lyle era inocente.

Com isso, sobrou o pai e a mãe. A mãe demonstrava realmente não saber o que aqueles corpos estavam fazendo em seu quintal. Charles, o pai, era de uma arrogância e calma bem exagerados e ostentava uma postura de quem era o culpado. Não tardou para a equipe descobrir que ele era o assassino, mas eles precisavam de uma confissão.

A matança teve seu começo lá na década de 60, quando um grupo racista capturou Charles e o torturou. Isso aconteceu porque a irmã de um dos integrantes do grupo racista não respeitou o toque de recolher e como desculpa, disse que Charles havia estuprado-a. Os jovens racistas castraram o rapaz e destruíram toda uma vida. Uma atitude estúpida (pra não falar outra coisa) de uma adolescente da época desencadeou todos esses atos cruéis. Mais um caso onde a vítima se torna o criminoso.

Nesse momento, a raiva pelo unsub que foi crescendo dentro de você ao ver a forma como ele matou as pessoas, para. Óbvio que jamais um crime justificará o outro, mas você acaba entendendo o lado do Charles. Vou reforçar isso mais uma vez para não criar polêmica. Você não apoia a atitude dele, bate palmas e diz que foi certo o que ele fez, porque não foi. Você apenas entende.

É triste ver o estrago que o preconceito causou ao longo dos anos. Todos vocês devem saber, o preconceito nos EUA naquela época era tão forte que tudo era separado, brancos e negros não podiam frequentar o mesmo lugar. O pior foi ver que o Charles carregava um pouco de preconceito contra os negros, ele se via como um ser inferior, e também contra os brancos. Fiquei chocada quando vi as regras que ele tinha estabelecido dentro de sua casa, coisas absurdas.

O embate entre Rossi e Charles foi muito bem construído. Podemos conhecer um pouquinho mais do passado do agente e descobrimos que quando criança, Rossi, coagido, trancou uma criança negra dentro de um armário escolar e depois urinou em cima dela. Deu pra ver que ele ficou aliviado quando contou, mesmo que o resultado não tenha sido como planejado.

PS: Eu sabia que a JJ não estava tendo um caso com o novo chefe da BAU. Os dois estão juntos em uma missão totalmente secreta. Acho que o ducentésimo episódio será relacionado a isso. Um episódio sobre a JJ e com participação especial da Prentiss (Paget Brewster). Estou estourando os limites de ansiedade.


E vocês, o que acharam do episódio?
Share:

Disqus for O Mundo das Séries

BTemplates.com

Labels

Blog Archive