Tuesday, December 17, 2013

[Review] Doctor Who - Sétima Temporada [Parte 2]


Uma gangorra de emoções e qualidade.


Alerta de Spoilers!

Começando essa review explicando o por que dessa review, preciso dizer que a pouco tempo finalizei a sétima temporada de Doctor Who, após uma maratona de meses acompanhando as temporadas, da terceira com a insossa Martha Jones até finalmente chegar a nova encarnação do Doutor. Aqui no Mundo das Séries nós já tínhamos alguém para fazer as reviews da série, mas que por problemas de tempo acabou finalizando apenas a primeira metade do sétimo ano, cobrindo até o especial de natal Snowmen. Como pretendo fazer as reviews do especial de natal desse ano e da oitava temporada, nada mais justo do que deixar o blog completinho. 

Primeiro, queria dizer que antes mesmo de começar com a segunda metade da sétima temporada fui avisado por muitos fãs da série que essa continuação era bem fraquinha, se comparada a anterior. De certa forma, preciso concordar, mas apenas em partes. Para mim, o começo dessa segunda parte foi um pouco mais lento, sim, porém, de forma alguma inferior. 

A última companion que eu odiei foi a Martha Jones, tudo por causa da insistência que foi em quererem fazer dela uma "crush" para o Doctor, especialmente depois do fator Rose. Então, Clara foi uma feliz surpresa, não conseguiu suprir a falta dos Ponds, mas fez muito bem em ser totalmente diferente de todas as outras companios que o Doutor já teve na série. Tanto, que o mistério da existência dela foi uma das coisas que mais me assombrou durante minha maratona. 


The Rings of Akhaten foi uma bela introdução a essa história, uma saga que seria então toda galgada na jornada de descoberta, tanto do Doutor, quanto na de Clara (para nós telespectadores e futuramente também para ela). Acho que essa jornada só conseguiu atingir seu clímax com o especial de 50 anos da série. Gostei muito da forma com que Clara foi introduzida nesse episódio, até por que já tínhamos uma noção pré concebida de como a personalidade dela seria, graças a Asylum of the Daleks e Snowmen, em que outras encarnações dela figuraram ao lado do Doutor.

Claro, a série teve seu baixos, assim como seus altos na segunda metade da sétima temporada, para mim, Cold Wars foi o ponto mais baixo atingido no ano todo. Não consegui me conectar com o que estava passando e olha que tínhamos excelentes atores lá e um "monstro da semana" que fazia parte da história clássica do Doutor, mesmo assim, faltou algo. Até mesmo a Clara que geralmente é decidida e dona de si foi jogada no submarino e teve seus momentos de completa perda de identidade, passando da apavorada para a boba e infantil menina em apuros. 

Hide porém foi um primor, com conexões tão sutis que apenas os mais xiitas chegaram a perceber. Como não se lembrar do nono Doutor e da Rose testemunhando o fim da terra ao ver o décimo primeiro lá, caminhando na terra desolada?



Outro aspecto importante é notar que também foi um episódio centrado em uma assombração espiritual, nada mais divertido do que isso. Certo? Por isso, eu afirmo, o sétimo ano foi um pouco menos intenso do que as temporadas anteriores com o 11th, mas também foi muito boa, teve seus momentos. Mas mesmo que eu tenha gostado muito do que vi, preciso confessar, em alguns momentos eu me encontrei em uma encruzilhada, como nunca antes atingi com a série. Nem mesmo o terceiro ano me deixou com sono e por vezes me peguei quase cochilando. Para mim, isso se deu devido a falta de intensidade de Moffat para com essa conclusão de temporada.

A explicação é bem simples, a divisão da temporada. A proposta foi boa, mas o tempo para a execução acabou sendo pequeno. Precisávamos de pelo menos mais uns três episódios para que as coisas criassem uma liga de verdade. Todas as novas companios começaram lentamente, abrindo um leque de oportunidades para as personagens e nenhuma delas teve um mistério tão grande como pano de fundo como Clara teve. Logo, faltou espaço.

A prova viva foi o episódio Journey to the Centre of the TARDIS, que só pelo nome abre um potencial gigantesco, mas a execução foi um tanto quanto pobre. Os irmãos não chegaram a ser uma presença marcante e tudo ficou apenas no visual. Um visual incrível, uma história fascinante, mas uma entrega pobre.


Agora acho que é o momento em que a maioria irá me crucificar, mas tudo bem, aceito. Tive uma impressão muito grande de que essa meia temporada foi extremamente infantil. Parecia que os redatores tinham se reunido e decidido que estaríamos vendo uma produção quase que 100% dedicada as crianças. Isso baseado também no que foi o episódio dos Cybermen. Uma das criaturas mais cruéis do universo do Doutor, que sempre me meteram medo acabaram em um episódio centrado em um parque de diversões e com duas crianças. Nem mesmo o nome de Neil Gaiman conseguiu aplacar a infantilidade que esse episódio passou. Nem de perto me fez lembrar o ótimo episódio em que a TARDIS vira mulher, também escrito por Neil. 

As coisas conseguiram melhorar, o ápice do final da temporada foi um deleite completo. Especialmente pela explicação de quem era a Clara e pelas cenas que fomos presenteados no processo. The Name of the Doctor foi um salto temporal, nada parecido com a infantilidade dos episódios passados, ele soube ser cruel e saudosista ao mesmo tempo. Nos dando um show enquanto Clara viajava pelas encarnações passadas do Doutor, explicando o por que da existência dela em diversas linhas temporais e dando o que pode ser o nosso adeus a River Song. Foi sem sombra de dúvidas o ápice do Matt Smith como Doutor.


Achei muito legal por que nesse exato momento, nós já sentimos falta de River. Então, vem a bomba, a revelação de que ela já tinha encontrado seu fim, que testemunhamos em Silence in the Library e Forest of the Dead. Foi de partir  coração. Assim como o Matt chorando e até mesmo a perda da Jenny (eu acho que fui assassinada) foi um episódio que voltou a origem emocional que a série sempre teve, mas que pareceu um pouco perdida durante essa meia temporada.

Então, sim, entendo por que a maioria julga essa temporada como uma temporada mais fraca, realmente, deixou a desejar em muitos quesitos. Porém, acredito que ela tenha se saído bem com o tempo e desenvolvimento necessário para nos deixar querendo mais. Infelizmente, essa também marca a última temporada do Matt como Doutor, o que deixará um buraco no coração de muitos, mas, assim como foi a mudança do David, acredito que logo já teremos superado essa perda e estaremos prontos para mais uns três anos ao lado do Capaldi. 

Ps. Estarei também fazendo minha análise do especial de 50 anos e depois disso nos veremos no de Natal. 

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