Friday, November 8, 2013

[Reviews] The Originals - 1.06: Fruit of the Poisoned Tree



Elijah, mestre em manter promessas e cuidar da família.


Após o episódio intenso da semana passada, The Originals entrega mais um bom episódio, confesso que bem mais lento, porém com qualidades que não podemos negar. Tudo isso com direito a banho na piscina, clube do livro e corações sendo arrancados e não em uma abordagem romântica.

Tudo o que eu mais antecipei desde que fiquei sabendo que os originais ganhariam uma série só para eles foi a interação entre Klaus e Elijah, dois irmãos que desde os tempos graciosos da terceira temporada de The Vampire Diaries entregavam as melhores cenas e os melhores conflitos familiares.

E logo de cara a primeira interação entre os dois não envolveu nenhuma estaca perfurando ninguém. Foi nesse sensacional clube do livro vampírico. Eu ainda estou esperando as considerações dos dois quanto às obras degustadas, isso por que estou me referindo aos livros e não a moça pingando sangue no carpete milenar. Só me pergunto o motivo pelo qual Klaus ofereceria como presente de paz para o irmão uma mulher na mesinha de centro? Isso só me leva a crer que Klaus é um verdadeiro fanfarrão e que queria com o “presente” apenas provocar. Não imagino que logo ele que se diz conhecer tão bem o irmão cometeria uma gafe dessas.

A verdade é que Elijah desestrutura Klaus com sua forma de pensar e fica evidente que a todo o momento o híbrido quer enfiar a adaga no irmão (não pensem besteira). Klaus não lida bem com conflitos, Elijah está aqui para cria-los. Isso por si só já é um fator decisivo para a série e para o desenrolar dessa temporada. Klaus e Rebekah se dão bem por que apesar de Rebekah se opor ao irmão, nenhum dos dois realmente se preocupa com o que os outros ao redor deles estão sentindo ou pensando para realmente criarem um atrito entre si.

Até mesmo na forma de usar as pessoas Elijah é mais “humano” que os irmãos. Ele mascara suas intenções de tal forma, que nem mesmo nós que sabemos que ele está se aproveitando para usar Davina, não questionamos seu caráter. Ele cumpre a promessa que fez, ensinando um feitiço complexo para a bruxa e a ajudando a compreender mais seus poderes e ao mesmo tempo liberta Hayley do laço com Sophie. Como vocês acham que Klaus teria reagido na mesma situação?

E Rebekah, oferecendo uma maçã para o Marcel depois do rala e rola? Quando eu penso que a inocência da garota está dando uma trégua ela me faz isso. Esse romantismo da vampira que nos força a aguentar esse tipo de cena só me faz questionar a inteligência da garota. O episódio passou muito bem a situação que ela se encontra toda vez que os irmãos estão juntos debaixo do mesmo teto. Rebekah termina como babá ou limpando o tapete enquanto os “homens” da casa saem para resolver os problemas realmente importantes. E então, o que os redatores fazem? Jogam Rebekah em cima de Marcel para justificar seu desejo de permanecer em Nova Orleans ou essa possibilidade. Acho que a personagem merecia mais do que isso. Não é justo que ela seja retratada sempre da mesma forma. Uma apaixonada sem remédio. Rebekah é uma mulher, não uma canção sertaneja.

Até mesmo Marcel começou a ficar mais inteligente. Demorou até que ele acabasse recorrendo ao Thierry para aconselhamento. Não consigo ver Marcel como um vilão por completo, até por que, a série ainda não quer isso de nós, tanto que o foco foi movido para as bruxas. Mas passar todo esse tempo sendo ludibriado já foi o bastante. Acho que até mesmo os redatores se esquecem que ele foi criado por Klaus. E não é possível que ele possa confiar tão cegamente no vampiro que na época que decidiu acolher ao garoto já era tido como quase sem esperanças pelos irmãos. Não consegui entender apenas uma coisa, como ele conseguiu passar de apaixonado por Camille para Camille Who? Isso só prova o que eu disse na review anterior.

Enquanto Rebekah recebe toda essa abordagem simples, Klaus está lá, lendo “Fruto da árvore venenosa” com toda uma poesia que demonstra o momento em que ele se encontra. Rebekah diz que isso é uma preocupação com a criança que Hayley espera, eu já acho que é algo completamente diferente. Para mim, Klaus está se comparando ao irmão.  Fica bem evidente que todo esse nervosismo de Klaus para com Elijah é por que ele não consegue se equiparar aquilo que o outro é. E é só quando a Camille o confronta, que eu acho que a ficha cai para o vampiro, suas abordagens não são as mais inteligentes, apesar dele se considerar tanto.

Por isso, me permito ir um pouco mais além. A fruta venenosa corrompe, pois nasce da arvore corrompida. Klaus acredita que ele é tal fruta, pois foi isso que seus irmãos e seu “pai” o fizeram acreditar durante todos esses anos. Sua inabilidade de manter um relacionamento, de amar e ser amado é completamente o oposto do irmão, que por onde anda, consegue admiradores. Mas ele só consegue ver esse seu reflexo quando o outro está próximo dele. Logo, o pequeno momento em que Elijah arranca o coração dos asseclas da bruxa anciã e quebra o pescoço dela, Klaus consegue um pouco de aproximação, justificando seu sorriso de satisfação com o que ele acabara de testemunhar. Posso estar viajando um pouco nessa consideração e no final, esse fruto ser mesmo o filho de Klaus e essa ser sua preocupação, mas no momento é essa a imagem que eu vejo a série tentando passar.

E parabéns por deixaram as bruxas mais assustadoras. A cena do sequestro da Sophie foi um deleite a parte. Quem diria que veríamos bruxas agindo de uma maneira tão desesperada como essa. Até por que, essa provocação direta aos originais foi de uma coragem extrema.
Comentando um pouco do caso da semana, eu poucas vezes me preocupo quando um personagem principal está com “a vida em risco”, mas TO é o tipo de série que consegue me deixar ansioso quando isso acontece. Julie Plec não é nenhum Kevin Williamson, mas eu sinto que ela teria a capacidade de matar esse bebê em prol do fator choque e surpresa.

Sendo assim, apesar do ritmo mais lento, muitas coisas importantes para o desenvolver da temporada aconteceram. Finalmente Camille descobriu o que aconteceu com o irmão, que mais uma vez se provou mais relevante para a série do que ela, mesmo estando morto. O laço foi quebrado e Marcel pode começar a descobrir o que os Mikaelson estão escondendo. Como diria musa Vanessão “O babado é certo”.

Ps. Momento Hayley e Elijah na piscina. Na traaaaaave!

Ps². Já podem matar a Sophie, perdeu toda a utilidade. 
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