Sunday, November 17, 2013

[Reviews] Criminal Minds - 9.06: In The Blood


Rituais e homenagens.

Contém Spoilers

Aproveitando o clima de Halloween, Criminal Minds nos trouxe um bom episódio temático. A equipe é chamada para investigar um assassinato ocorrido de forma brutal. Uma mulher foi morta soterrada por pedras e, como nossos agentes são excelentes profilers, perceberam que o assassino era sofisticado e organizado e que já havia matado antes e certamente mataria de novo.

O interessante foi a forma como o caso se desenrolou. Pensei que não passaria de um ritual maluco de algum lunático que tinha problemas com mulheres, mas a série aprofundou realmente no halloween. O unsub era fascinado por genealogia e numa de suas buscas, descobriu ser descendente de William Stoughton. A partir daí, ele começou a ter alucinações e via as pessoas como praticante de feitiçaria e bruxas.

As cenas que mostravam os delírios do unsub foram extremamente bem-feitas. Era quase como se ele fosse um justiceiro, alguém que livra o mundo das pessoas do mal. Foi bacana também como a série retratou isso, mostrando que os delírios começavam quando o unsub via a pessoa fazendo algo que ele considerava errado. A partir de tais atitudes é que ele começava a vê-las como bruxas.

Outro acerto foi ter usado de histórias verdadeiras da época da Inquisição para construir a mitologia desse episódio. William Stoughton de fato existiu e fora presidente da corte que julgava as pessoas acusadas de serem praticantes de feitiçaria. Os métodos usados pelo unsub eram também herança da Inquisição. Ele matava suas vítimas esmagando-as, enforcando-as, empurrando-as de um precipício e se a equipe não chegasse a tempo, ele teria queimado mãe e filha na fogueira.

Aliás, mais uma vez, é interessante ver como as mães são capazes de chegar ao extremo para proteger seus filhos. Se o episódio que deu início a temporada nos trouxe uma mãe narcisista e que queria que o mundo a reconhecesse como a mãe perfeita, em In The Blood o panorama é diferente e vemos o que se espera de uma mãe, que ela proteja seus filhos. Outra vez a série também demonstra que para escapar de situações como essa, a pessoa precisa fazer parte da alucinação do unsub.

Utilizando como tema uma data que é comemorada no México e em outros países da América Latina, vimos também nesse episódio a equipe comemorando o Dia dos Mortos. As cenas da equipe reunida homenageando pessoas importantes que já partiram, foram formidáveis. Ali, os agentes não celebravam a morte, mas sim recordavam a vida. Eles relembraram o que cada um foi de interessante e de bom. Não era necessário nem palavras, tanto que Hotch e Reid não fizeram uso delas quando depositaram fotos de Haley e Maeve no altar. A emoção foi a mesma de quem proferiu algumas palavras, porque a transmissão dos sentimentos estava no olhar de cada um. E a homenagem foi feita de forma alegre, não foi algo pesado. A cena final explica bem o que Mitch Albom disse, de que a morte põe fim a vida, não aos relacionamentos. O elo que possuímos com quem já foi são as recordações. Recordar, falar sobre o que essas pessoas um dia representaram pra gente, é uma forma de continuar o relacionamento.

PS: Quero a habilidade do Reid para ler.
PS: Mesmo com o Reid falando que todos têm um lado assustador, não consigo ver o da Penélope. Ela é nossa válvula de escape para casos terríveis e nós a amamos assim.


O que vocês acharam do episódio?
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