Sunday, October 20, 2013

[Reviews] Nashville – 2.03: I Don’t Wanna Talk About It Now



As estrelas contra-atacam

Contém Spoilers!

Mexa com o ego de suas estrelas e espere as consequências. Esta foi a lição aprendida por Jeff Fordham neste episódio. Juliette preferiu animar festa de casamento a se apresentar no showcase da gravadora e Rayna fingiu ser a funcionária modelo e deu uma rasteira digna de mestre em seu novo chefe. Percebendo que exagerou na artilharia, Fordham resolveu aparar as arestas com suas estrelas, no entanto as duas resolveram contra-atacar utilizando estratégias diferentes, mas igualmente eficazes. Este joguinho de gato e rato promete se estender nos próximos episódios, espero que não se torne repetitivo.

Rayna neste episódio revela-se menos justiceira e mais política. Calculando suas perdas, mente, omite, manipula. Tudo no estilo Rayna, ou seja, suas ações sejam quais forem são sempre executadas com muita classe e estilo. Aqui ela mistura negócios com prazer e claro que tudo dá certo. O prazer e o negócio atendem pelo nome de Liam, seu brinquedo-parceiro musical.  Para quem não se recorda, a história dos dois mesclava parceria musical e química sexual e Liam se viu imerso no triângulo Teddy-Rayna-Deacon. Como todos os homens de Rayna, Liam também se apaixonou pela cantora e mesmo tendo sofrido as conseqüências de sua constante indecisão, decide dar mais uma chance para a parceria dos dois. Ela tem o dom de magoar os seus homens e mesmo assim os fazerem rastejar aos seus pés, com Liam não foi diferente, além de perdoá-la ele ainda a ajuda a manter um importate segredo. 

A mesma sorte não acompanha Juliette, faça o que fizer ela sempre arca com as péssimas conquências. Convidada para cantar na festa de casamento de um magnata poderoso, sua história fica paralela neste episódio, vale destacar apenas a discussão com Avery e o rascunho de um futuro relacionamento entre os dois. Acompanho com certa desconfiança os rumos que os roteiristas deram para Avery. Fico esperando que a qualquer momento, o antigo Avery ambicioso reapareça e que seu envolvimento com Juliette seja calculado. O que seria coerente com o personagem, seria desgastante para Juliette, mais um homem se aproveitando de sua evidente carência. Avery aqui banca o anjinho que sussurra bons conselhos no ouvido da mocinha desajustada, o cara sensível, contido e resignado. Enfim, vamos aguardar se a mudança do personagem realmente é verdadeira.

Assim com Avery, Gunnar também se vê a margem do sucesso e neste personagem consigo visualizar mais verdade. Ambos tiveram uma crise de identidade com seus estilos e rumos, enquanto Avery aceita com resignação ser o guitarrista de Juliette, Gunnar demonstra sua inveja com o sucesso de quem está ao seu lado. É visível o incomodo que sente ao ver o sucesso de Will, mesmo gostando do amigo, e sua admiração por Scarlett também tem uma pontinha de arrependimento. Ficar incomodado com o rumo que suas escolhas erradas o levaram faz com que ele seja mais real do que Avery, pelo menos neste momento.

Scarlett caminha para novos rumos em sua carreira, onde a simplicidade e a timidez ficarão para trás. O jeito menininha do interior não durará muito tempo e começará pelo visual da cantora. Quando estas mudanças começarão a afetar sua personalidade, só o tempo dirá, mas quem admira sua simplicidade é bom começar a se despedir dessa característica da personagem, ao que tudo indica ela será engolida pelo sistema.

Deacon começa a ressurgir das cinzas e parece que levará esculacho de todo o elenco para conseguir se reerguer. Dessa vez foi Teddy, quem não lhe poupou palavras e esses sermões talvez sirvam para que Deacon retome de vez sua vida e deixe de lamentar seus erros passados. Sua ida ao A.A. foi o ponto de partida para que ele recomece uma nova história com Maddie e sua relação com a filha provavelmente agitará sua relação com Rayna. Destaque para o depoimento de Deacon no A.A.

Com a saída de Coleman da série, alegando estar deixando Nashville, esvazia-se o núcleo político. Teddy agora aparece mais como ex-marido de Rayna do que prefeito de Nashville, seu futuro amoroso com Peggy e a relação com as filhas vêm sido o foco do personagem. O mesmo se diz de Tandy, que aparece apenas como fiel ouvinte de Rayna. Ao que tudo indica Nashville manterá seu foco unicamente no mundo musical e alguns personagens acabarão sem muito espaço.

O ritmo deste episódio foi menos frenético do que os anteriores, mas reservou algumas surpresas, como a revelação bombástica de Rayna. Não sei por quanto tempo sustentarão a “mudez” de Rayna, afinal se Connie Britton não canta, todas as outras cantam. É um risco pelo drama e pela expectativa de quando a personagem voltará a cantar. Arriscado? Sim, mas pode dar certo. Quanto a Juliette seria bom pensarem em algo mais criativo para a personagem, afastar com patadas todos os que a cercam e fazê-la afogar suas mágoas na cama mais próxima, é um recurso que já foi utilizado e torna a personagem muito previsível. 
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