Thursday, August 22, 2013

[Reviews] True Blood - 6.10: Radioactive [Season Finale]


Saldo final do sexto ano de True Blood - Negativo, para Hepatite V. 
Alerta de Spoilers!

A sexta temporada de True Blood foi uma verdadeira marcha em busca da "normalização" da série após um calejado quinto ano. E o saldo dessa temporada não poderia ter sido mais do que positivo. Tanto em audiência, que mesmo caindo um pouco, manteve-se alta se comparada a tantas outras séries veteranas. É normal que um seriado que chegue ao sexto ano já tenha seu hype muito diminuído. Temos séries novas estreando semestralmente, outras que ainda estão no auge voltando para suas temporadas seguintes. Uma série que já está no ar a seis anos manter números iguais aos de True Blood que é exibida por uma rede de Tv a cabo, é algo que deve ser levado em conta.

Não podemos desmerecer também o trabalho do showrunner Brian Buckner, que teve a dura missão de reestruturar a série depois da saída de seu principal mentor e criador, Alan Ball. A aposta foi alta, muitos diziam que a sexta temporada marcaria o fim da série. Depois da estreia, muitos se calaram e viram a renovação para a sétima simplesmente demonstrar a confiança que todos nós já estávamos desenvolvendo com titio Brian.

Foi refrescante ter uma vilã humana, frente a todas as criaturas que já tínhamos visto. Humanos são, sem sombra de dúvida o principal inimigo de qualquer raça, existente ou não (dentro ou fora da série). E True Blood fez bem em demonstrar isso, tudo com uma discussão bem viva e coerente sobre a religião e seus extremos. O papel da religiosa cega, Sarah Newlin, não apenas nos trouxe de volta uma personagem que teve seu potencial minado por MaryAnn na segunda temporada, mas que também nos deu todo o mix entre comédia e canastrisse com ar de seriedade.

Exatamente por esse motivo, a sexta temporada marcou e tanto. Tudo o que acontecia na série era para nós, um prelúdio para o fim. O fim de uma era que tinha iniciado na primeira temporada e teve o ritmo marcado pela quinta e decisiva temporada. Precisamos ver a sexta temporada como um epílogo. Sendo a season finale o delimitador da nova True Blood. Quando o salto temporal mostra seis meses depois, já sabemos que a partir daquele momento, a velha True Blood encontrou sua conclusão.

Warlow encontrou seu fim e simplesmente nos mostrou o quão imaturos ainda somos, em se tratando de True Blood. Quando o vilão apareceu, todos nós nos conformamos em acreditar que ele seria o verdadeiro ás na manga, que ele seria o cara que iria bagunçar todo o coreto já desestabilizado de Bon Temps. Mas foi então que nos deram um banho de água fria e deixaram Warlow trancado em outro plano por quase toda a temporada. Só para no final, nos mostrar que nós não estávamos levando em conta todos os crimes cometidos por uma mente que obviamente não era a mais sã. Ninguém se lembrava do exilio forçado do Niall, tanto que a aparição dele pelo mesmo "portal" no banheiro da Sookie foi um verdadeiro sacode em nossa cabeça tranquila. Mas foi um sacobe bem vindo, provou que existe coesão no roteiro e que titio Brian não dormiu em serviço.

Diminuir o poder de Bill e cortar o poder de andar no sol dos outros vampiros foi a coisa certa a ser feita, não queremos super vampiros andando a solta. E o principal, não queremos esse plot retornando tão cedo. Chega de fadapiro. Todas as decisões feitas em 'Radioactive' foram as corretas. Até mesmo a de supostamente atear fogo ao Eric. O personagem voltou a sua origem e demonstrou que enquanto o mundo passava por suas transformações, ele só queria ler seu livro, pelado e em cima de uma geleira. 

Tudo o que aconteceu depois dos seis meses foi diverito, abriu inúmeras possibilidades e diferente do que aconteceu no quarto ano, tenho certeza que agora não existirão tantos flashbacks tentando justificar as coisas que aconteceram enquanto estavámos do lado de fora. Arlene usou um pouco da herança do Terry para comprar o Merlottes e abrir o Bellfleurs. Andy tomou para si toda a responsabilidade de pai e assiste concursos de beleza infantil com sua filha. A hepatite V se alastrou pelo mundo e os vampiros estão desesperados querendo sangue humano. Bill virou uma espécie de embaixador dos vampiros, dando uma bela conclusão para o poder que o personagem tanto gostou de ter em suas mãos. 

Nossa querida Sookie e Alcide que passaram boa parte do sexto ano presos em tramas secundárias frente a principal (campo de concentração) se uniram finalmente. Eu fiquei feliz por essa decisão, Alcide estava perdido até então, tudo o que acontecia com o mundo o deixava de fora, Sookie também estava mais reclusa em suas tramas, primeiro o bordel das fadas, depois Warlow. É bom ver que existiu essa condensação dos personagens e a promessa de que as tramas também estarão mais unidas. 

Fizeram isso também, quando colocaram Sam como prefeito e um elo entre humanos e vampiros, já que a decisão de criar o esquema de pares entre humanos e vampiros partiu dele e de Bill. Tudo isso mostra que a série finalmente percebeu onde estava errando, nas tramas paralelas. E ao que parece, ao unir todos os personagens secundários com os principais, eles fecharam bem essa missão.

Não acho que Eric tenha morrido, True Blood não deixaria que o vampirão loiro partisse de forma tão rápida e sem a devida carga dramática. Se com o Terry nós tivemos um episódio inteiro dedicado ao funeral, é meio dificil acreditar que Eric sumiria em uma geleira. Por isso, podem apostar, teremos Eric na sétima temporada.

Estou muito ansioso para o sétimo ano da série. Quero ver o que irá acontecer na festa, quero ver as conclusões que o próximo ano guardam para True Blood. Principalmente por que de certa forma, o fim está próximo. Nos vemos ano que vem.

Ps. Jessica namora um vampiro que tem uma banda. Parabéns, satisfez o desejo de toda adolescente.

Ps². Jason está finalmente experimentando do próprio remédio. 

Ps³. O vestido da Sookie durante a missa mostrou que da mesma forma que nos livros, a telepata é mentalmente uma idosa.
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