Tuesday, July 30, 2013

[Reviews] Dexter – 8.05: This Little Piggy

E agora???

Depois de uma tentativa de assassinato e suicídio, como seria a relação de Dexter e Deb depois disso? Essa foi à pergunta que todos ficamos na cabeça depois do episódio da semana passada, e o que era de se suspeitar realmente aconteceu. Outro ponto foi que Dexter tinha acabado de perder a confiança em Vogel, depois vem Deb e tentar o matar, agora em quem confiar? E a resposta é “nessas mesmas pessoas”.

Uma forte tensão no ar, e os irmãos frente a frente para resolverem essa situação, no mínimo inusitada para uma família normal, que não é o caso deles. Essa foi a primeira vez que vimos Dexter se alterar com Debra, e foi a primeira vez que ela presenciou esse lado do seu irmão, mas essa era a reação no mínimo esperada para quem acabou de passar por uma situação dessas.

Confiança abalada duplamente, então em quem confiar? Deb virou o jogo com a ajuda de Vogel, mostrando que foi uma atitude impensada, que ela queria de alguma forma resolver essa situação, e acabou optando pela solução errada. Deb já demonstrou e já falou que não consegue viver sem ele, e acho que ele também não consegue viver sem ela, e o que uniu novamente os irmãos foi o outro lado da história, Vogel, está em perigo.

Dexter e Debra trabalhando juntos, uma situação inédita e até inimaginável há algum tempo atrás, e a dupla mostrou uma eficiência fora do normal. Debra nunca tinha presenciado Dexter entrar em ação realmente, e a busca para salvar Vogel e finalmente pegar o cirurgião foi uma situação perfeita para ela o ver em ação, e isso aconteceu, e posso dizer que foi de uma maneira glamorosa.

Outro ponto foi o jogo psicológico de Vogel com o cirurgião, magnífico e que acabou salvando seu dedo, e principalmente sua vida. Uma demonstração de como é possível manipular a mente humana, com as armas e os conhecimentos certos, magnífica atuação de Charlotte Rampling, impecável como sempre.

Mudando um pouco o foco, falando dos outros personagens que rondaram esse episódio temos Masuka e sua filha, que pelo jeito apareceu na sua vida assim de repente como interesse, como ele mesmo suspeita, e nada melhor que pedir a ajuda de uma das melhores investigadoras da série, né verdade! Outro que vem se destacando mesmo foi Quinn, que pelo jeito vai perder sua vaga de sargento por não ter resolvido o caso da mulher encontrada morta em uma casa. Falando nessa morte, parece que vem aí um novo psicopata em ação, e será que esse pode ser uma espécie de substituto de Dexter? Meio impossível para um personagem insubstituível.

Voltando ao trio em destaque, outra cena inédita foi Dexter levando Deb e Vogel para verem um dos rituais mais sagrados de sua vida de Serial Killer, ele se livrando do corpo da vítima. Uma cena onde significava aquele alívio de ter conseguido cumprir a missão, aquele momento que Dexter ficava só, contemplando a beleza da noite e do mar, sozinho com seu lado sombrio sendo saciado.



Uma cena em que ele olhou para as mulheres que a pouco tinha perdido a confiança, e as chamou de família. E realmente só uma família mesmo se esforça para manter todos bem e a salvo, e encobre os erros que algum membro venha a cometer, só para não o prejudicar. É uma família bem torta, isso é fato, mas é uma família que um pode contar com o outro para o que der e vier, e que não consegue mais viver sem a presença do outro.

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