Monday, May 27, 2013

[Reviews] Game of Thrones – 3.08: Second Sons


Depois de duas chances jogadas no ralo, finalmente Sansa experimentou o que tanto queria. Um casamento.


Alerta de Spoilers!

Lembra do começo da série, quando a Sansa só tinha uma coisa em mente, casamento ? Eu me lembro muito bem, e não é que depois de duas temporadas e várias oportunidades de fugir de Porto Real, ela não conseguiu finalmente o que queria ? Um casamento.  Claro, não com quem ela queria, mas com alguém que ela teve que se casar. E o que essa união nos apresenta? Algo muito bom para o futuro da personagem. Sansa vinha de uma vida de “faz de conta”. Ela queria um príncipe, um cavaleiro, um casamento romântico com um homem lindo e novo. Mas foi presenteada com um anão, desfigurado e bêbado. Será que agora, depois de todos esses tapas que ela recebeu por ser criança demais, ela finalmente aprende? Ela teve pelo menos, duas chances de fugir de Porto Real, com o Mindinho e com o Sandor Clegane.  

Dos dois, eu confio mais no Sandor do que no Petyr. Tanto é que, Arya tá lá, andando a cavalo com o Cão de Caça e até agora tudo o que ele prometeu para ela, foi levá-la para casa. Do mesmo jeito que ele prometeu para a Sansa, mas ela não quis. Por medo? Sim, quem não teria? Mas também por ser fantasiosa demais. Por não conseguir ver nada além do mundinho que ela ouviu em canções. Com Mindinho, a oportunidade se apresentou no momento em que era mais oportuno, Joffrey não era mais obrigado a se casar com ela, não existia nada que a prendesse em Porto Real, até Margaery lhe prometer casamento com o Sor. Loras. E já foi tudo água abaixo, Sansa desistiu de ir embora e quis seu casamento de contos de fadas (ou outra criatura fantasiosa usada em Westeros).

Sansa agora cresce. Ela não tem outra opção. Sua vida de menina princesa já acabou faz muito tempo, foi preciso um anão bêbado e gentil para fazê-la abrir os olhos. Tanto que, sua cortesia foi minguada nesse episódio. Ela que sempre foi solicita, meio que se recusa a abaixar para que Tyrion lhe prenda a capa de casamento.  Esse simples ato (não realizado), é uma forma da personagem dizer “´Tá, ser boazinha não tá me dando nada, vou tentar não ser”. Mas ela ainda não está madura o suficiente para isso, Sansa tem um potencial enorme, pois sua frieza por muitas vezes me convence disso, mas só a falta um mestre, apto a ensiná-la a agir como uma mulher e não apenas uma menina. Creio que Tyrion será um tutor considerável para ela.

Mas, depois de três parágrafos dedicados a Sansa, preciso me ater agora em outra personagem feminina que demonstrou um crescimento gigantesco, no caso dela, um crescimento real e bom. Daenerys, que finalmente, depois de muito tempo, tem sua oportunidade de ser cortejada por um homem que não tem cara de sonso (Jorah Mormont). Daario, o homem com facão de mulher pelada. Danny é uma personagem que se acostumou com uma presença masculina forte a seu lado. Por isso, ela jamais conseguiria manter um relacionamento com Jorah, que é mais um amigo e estará sempre preso na “friendzone”. Daario a presenteia com duas cabeças e o serviço do grupo mercenário dos segundos filhos. Jorah a presenteia com conselhos. Então, vocês acham que ela vai escolher quem?

Esse nome, segundos filhos, diz respeito ao grupo mercenário, mas acho tão aplicável a todos os personagens demonstrados até agora. Todos são, de uma forma, segundos filhos. Com exceção de Rob. Sansa é a segunda, é ela quem herda Winterfell se Rob morrer, já que Jon é bastardo. Sam é um segundo filho, apesar de ser o primeiro. Seu pai o envia para a muralha por preferir o filho mais novo, que ele considera o primogênito e recebedor do direito de ter o sobrenome Tarly.

Outro que é um segundo filho, é Stannis, que teria sido mais indicado para o trono do que o irmão, Robert foi. Porém, ele está perdido. Davos tem toda razão em querer retirar Melissandre da jogada. A mulher manipula o “pretendido” rei de todas as formas possíveis. Vamos ver agora como o feitiço das sanguessugas vai se dar. Pobre Gendry, descobriu que tinha sangue de nobre, quase recebeu uma melissandrada de fogo na cama, e acabou chupado no péssimo sentido da coisa. Antes tivesse continuado ferreiro na Cia de Arya.

Finalizando esse episódio, que é mais lento e deve ser mais lento, pois geralmente todos os grandes acontecimentos da série se dão no nono episódio (decapitação do Ned por exemplo), ficamos com uma poesia maravilhosa. Ser um segundo filho é agir de acordo com o que ninguém mais julga ser o correto. Ser um segundo filho é ser corajoso e ao mesmo tempo prudente. Deixe os erros para o primeiro filho, o segundo deve observar e crescer, pois ele tem toda a oportunidade de agir corretamente onde o mais velho errou. Mas esse dever, esse aprendizado, deve vir ou por medo(Sansa) ou por coragem (Arya), mas deve vir.

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