Saturday, January 25, 2014

[Reviews] The Vampire Diaries - 5.11: 500 Years Of Solitude


Porque Katherine Pierce é uma sobrevivente.
Contém Spoilers

Quando uma série começa, ela precisa conquistar bons números de audiência pra conseguir uma temporada completa. Depois de conquistar uma temporada, o próximo passo é ser renovada para uma segunda temporada. Não são todas as séries que conseguem temporada completa. Dessas, as vezes metade não consegue a renovação. E como a tendência é sempre afunilar, poucas chegam ao centésimo episódio. The Vampire Diaries faz parte desse seleto grupo.

Um centésimo episódio marca um momento único dentro da série. Por isso, a espera por ele é grande e as expectativas vão lá no alto. Se 500 Years Of Solitude foi o melhor episódio de TVD? Não. Mas com certeza conseguiu seu espaço entre os melhores. 500 Years Of Solitude não precisava mesmo ser O melhor, só precisava cumprir o papel de ser um episódio especial e memorável. E isso, minha gente, conseguiu fazer com maestria.

E já que vamos comemorar cem episódios de TVD, nada melhor do que focar na vida de uma das personagens mais queridas e cretinas que a série tem, Katherine Pierce. Kath nunca precisou aparecer em todos os episódios para ser querida (por nós), ou temida (pelos personagens). A simples menção a seu nome já trazia memórias dolorosas aos irmãos Salvatore. Kath ainda espalharia medo, mortes e mentiras por onde passasse, afinal, ela era uma sobrevivente.

Só que como voltou a ser humana, o processo de envelhecimento era rápido e restavam poucas horas de vida para Katherine. Seus alvos comemoravam sua partida. Entre um shot de bebida e outro, relembravam o quanto Katherine havia infernizado a vida de todas as pessoas que cruzaram seu caminho. Além de ter sido algo engraçado, esse momento proporcionou aos telespectadores uma rápida viagem por todas as temporadas. Foi excelente relembrar todos os arcos que compõem a doçura e amargura de gostar de TVD.

Como mostrado, nem sempre Katherine foi essa bitch que conhecemos. Uma série de acontecimentos fez com que uma parte da alma de Kath ficasse sombria. A perda da filha e o massacre de sua família foram culminantes para que ex-vampiranha saísse mundo afora se importando única e exclusivamente consigo mesma.

Foi muito bonito da parte do Stefan aliviar as lembranças dolorosas de Katherine e oferecer um pouco de paz para ela. Cada um reage de uma forma perante o sofrimento. Kath preferiu fazer todos sofrerem, numa espécie de vingança contra o mundo. Foram quinhentos anos correndo do Klaus, quinhentos anos nos quais ela não encontrou nenhum tipo de sossego.

Assim como Stefan, Elena fez sua parte de ser uma personagem coração bom e perdoou Kath. A cena foi super bonita e Nina Dobrev merece aplausos por conseguir transmitir exatamente os sentimentos de cada uma naquele momento. Elena estava apenas sendo Elena, enquanto Katherine continuava sobrevivendo.

Outra cena bonita foi a conversa entre Nadia e Katherine. Senti que tudo ali foi muito sincero. Não é como se elas pudessem voltar atrás e recuperar o tempo perdido, mas, elas podem, daqui pra frente, fazer as coisas de forma diferente e se fortalecerem. E vendo como tudo acabou, Nadia e Katherine vão fazer uma dupla toda trabalhada na cretinice.

Uma coisa que eu percebi em 500 Years Of Solitude foi a recuperação da personalidade de alguns personagens. Uma certa roteirista aí achou bacana encarnar suas vontades na Caroline de uma forma que era impossível assistir as cenas da personagem. De uma das melhores transições humano-vampiro, Car passou a ser uma personagem chata e mimizenta. E de mimizenta já basta Eleninha. Foi libertador ver Car voltando a ser Car, fazendo comentários desnecessários e engraçados. E falando na moça, que belo presente os roteiristas deram para os fãs de Klaroline. É uma pena que não dê pra dar continuidade na construção do casal agora que ambos estão em séries diferentes.

Damon também foi outro que começou a recuperar sua essência. Não que eu o queira de volta como vilão, mas também não quero o Damon servindo como capacho da Elena e perdendo traços de sua personalidade por causa disso. Gosto do Damon como personagem canalha e sarcástico que ele é.

Para completar o pacote, ainda tivemos algumas aparições de personagens muito queridos. Mesmo que tenha sido coisa de segundos, cumpriu bem o objetivo proposto. TVD é o que é por causa de todos os personagens que um dia passaram pela trama. Confesso que estava assistindo ao episódio bem até o momento em que o Alaric apareceu. Em poucas palavras, Ric conseguiu despertar amor e lágrimas. A amizade que ele tinha com o Damon era uma das coisas mais lindas da série. A relação entre eles era genuína.

Quero saber é como vão desenvolver esse negócio da Kath e Elena no mesmo corpo. Pode ser surpreendente ou um desastre. Espero que traga agilidade na trama e muito plot twist. Ainda temos os Viajantes pegando um pouquinho de sangue doppelganger. Agora é aguardar pra ver o objetivo da macumba.

Aproveitando o clima de nostalgia e perdão, eu vi 500 Years Of Solitude como um episódio de desculpa pela horrenda quarta temporada. Ver o que TVD já foi, ver quantos personagens incríveis já passaram por essa série, relembrar as reviravoltas na trama… Conseguiram fazer um episódio extremamente singular e que nos fez lembrar o motivo pelo qual gostamos da série, bem como ela é, cheia de erros e acertos. Porque, se Katherine é uma sobrevivente, nós também somos.

PS: Mais avulso que o Tyler, só dois dele.
PS: “Hello fingers… goodbye fingers.” – John. Bom humor é tudo nessa vida.
PS: Trilha sonora desse episódio estava impecável.


E vocês, o que acharam desse episódio?
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