Sunday, October 13, 2013

[Reviews] Nashville – 2.02: Never no More


As novas regras do jogo. Aceitá-las ou não, eis a questão!

Contém Spoilers!

Todo subordinado insatisfeito com o seu superior enfrenta todos os dias um dilema, se o meu chefe for trocado ele será melhor ou pior do que o atual? As estrelas de Nashville passaram por esse mesmo questionamento e se na primeira temporada foram obrigadas por seu chefe a fazerem uma turnê juntas, as coisas prometem ficar bem piores na segunda temporada agora que possuem um novo chefe, Jeff Fordham.
Independente ou não da sensibilidade e do trato com seus artistas, praticamente todo chefe de gravadora visa o lucro. Se algum artista promissor for bom ou ruim, talentoso ou nem tanto, mas acena com a promessa de ser rentável, é aposta garantida. Jeff Fordham pensa dessa forma e sem dúvida a entrada deste personagem na série agitará ainda mais Nashville. Charmoso e sem muitos escrúpulos, já mostrou a que veio em apenas um episódio. Rebaixou Juliette de seu posto de estrela, iludiu Rayna, “seduziu” Will com promessas, lançou uma nova promessa de sucesso.

“Never no More” trouxe-me agradáveis surpresas em relação a Rayna e Scarlett. Focadas em suas carreiras, deixaram seus dramas sentimentais de lado e se tornaram muito mais interessantes. Colocaram seus homens problemas de lado e mostraram potencial para darem um novo rumo às suas vidas. Rayna renasceu do coma decidida a deixar sua história com Deacon para trás e Scarlett revelou que mesmo sendo doce e meiga é capaz de ser forte, dura e decidida. Juliette terá que se empenhar para não perder espaço para as duas, pois sem os conflitos com a mãe, a personagem perdeu muito de suas cenas dramáticas.

Tudo indica que nesta temporada, Nashville caminhe para os bastidores do mercado musical e revele toda hipocrisia, jogos de poder e ambição que envolve o mundo artístico. Sem pudores de magoar suas estrelas, o novo poderoso da gravadora promete manipular situações para motivar seus contratados. Sua lealdade é com o mercado e não com os artistas e ele deixa claro que apoiará aquilo que lhe for conveniente.

O primeiro contato de Jeff com Rayna e Juliette causou-me uma certa inquietação. Pareceu-me tudo caminhar para o mesmo de sempre, Rayna endeusada, Juliette enciumada e clamando por respeito, com o agravante de que agora ela não é tão rentável para a gravadora como antes. Temi aqui que a segunda temporada seguisse os mesmos conflitos da anterior e focasse na diferença e na rivalidade entre as duas. Subestimei os roteiristas que não demoraram muito para mostrar como será o jogo do novo chefão. Acredito que a introdução deste personagem foi uma estratégia para mudar o foco já desgastado da guerrinha entre as estrelas, mesmo porque as duas já acenavam para uma convivência mais respeitosa desde o final da primeira temporada e voltar ao tema seria um pouco contraditório.

As novas regras do jogo ficam claras e cada participante decide de que forma irá jogar. A primeira é Juliette que julgando ser mais esperta faz suas próprias regras. Prova que pode seguir novos caminhos e continuar no topo e se é circo que o público quer, é circo que ela oferece. Já Rayna segue por outro caminho e mede forças com Jeff. Basta saber quem vencerá a batalha.

Na vida pessoal o futuro de Rayna também promete conflitos. Maddie deixa claro que as mentiras da mãe abalaram fortemente a relação de ambas e provavelmente a filha ainda lhe reservará alguns problemas. Em relação a Deacon, Rayna resolve colocar um ponto final na relação tumultuada de ambos. Não houve uma conversa profunda e sim a constatação dos fatos, que juntos fazem mal um ao outro. Para quem torce pelo casal pode parecer que o ponto final da relação foi desproporcional a importância da mesma. Fica a dúvida se este artifício foi usado justamente para que futuramente eles voltem a se envolver.

A grata surpresa para mim foi Scarlett que deixou de lado sua doçura e incorporou o Capitão Nascimento de Tropa de Elite dizendo a Deacon tudo o que ele merecia ouvir desde o último episódio. Partindo da premissa de que se não se aprende com o amor que se aprenda com a dor, disse a Deacon verdades que ele há tempos merecia ouvir. Uma Scarlett segura, firme e dura quando necessário, torna a personagem mais interessante. Insegura e ingênua na primeira temporada a personagem parecia de cristal, pouco se esforçou para conseguir suas conquistas que caiam no seu colo de bandeja. Ao que tudo indica, a personagem promete mudanças. O contraste entre a doçura e a força poderá lhe render bons resultados.

Tenho que ressaltar a reação de Juliette ao ser reverenciada pela nova integrante da gravadora, que ao subir ao palco canta um “clássico” da cantora. Clássico de sua era teen que ela tenta deixar para trás. O pior foi ouvir de seu novo chefe que as adolescentes a amam, um tapa com luva de pelica que significou: quer mudar o rumo da sua carreira e vender menos? Tudo bem, acho outra para colocar em seu lugar. Basta saber o que ela será capaz de fazer para garantir seu espaço.

O final do episódio deixou vários ganchos para o próximo, Rayna deixará a Edgehill? Como Juliette vai reagir com sua mais nova rival? Will fez a escolha certa? Quem Rayna escolherá para ocupar o lugar de Will? Gunnar seguirá seu caminho sem esperar pelo perdão de Scarlett? Deacon deixará sua covardia de lado e seguirá em frente? Quais serão os próximos passos do novo chefão da Edgehill? A segunda temporada agora começou.


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