Tuesday, September 3, 2013

[Reviews] Under the Dome - 1.09/10: The Fourth Hand/ Let the Games Begin


O clube da epilepsia está completo!
Alerta de Spoilers!

Nenhuma série antes conseguiu fazer comigo o que Under the Dome está conseguindo. Eu já esqueci de assistir a série, já esqueci que já tinha assistido um episódio e o assisti de novo. E olha, uma série baseada em Stephen King tendo esse efeito sobre mim é tão decepcionante quanto a própria série tem se mostrado últimamente.

Tanto que o único plot até agora que conseguiu gerar alguma realação de antecipação tem sido o do agora quarteto fantástico e do mini domo. De resto, tudo tem sido um marasmo tão grande que eu me pergunto se realmente foi uma boa ideia ter passado UtD de mini-série para série.

Talvez, e friso bem no talvez, seja esse o problema da série. Ter sido passada de mini-série para série a deixou, digamos, perdida. Mas, se a conclusão estivesse para ser dada nos próximos três episódios e o caminho dado a nós telespectadores continuasse a ser esse eu passaria a série de boa para quase ruim sem pensar duas vezes.

As similaridades com Lost não terminam e creio que não irão terminar tão cedo. Tudo o que é interessante em Chester's Mill ou é devido a mitologia ainda em construção da série ou é pelo efeito de confinação que o domo criou sobre as pessoas.

Em a quarta mão, fica evidente que será esse o caminho a ser percorrido até o finale e mais além. Tanto que, pensando no futuro da série, conseguiram transformar Junior em um pseudo reformado maluco. Tudo isso após darem a ele a explicação de que sua mão não morreu por estar louca, ela se matou. Isso, sozinho, já deixa claro que o que ele fez com Angie foi uma tentativa de evitar que a namoradinha sofresse do mesmo fim que a sua mãe. Ele só esqueceu de dizer para a menina enquanto ela estava acorrentada, que a motivação dele era a mãe.

Tudo bem, vamos esquecer que isso aconteceu. Junior veio para ficar e não vai ter ninguém que irá tirá-lo de cena tão cedo. Precisamos ter um balanço na família dele, já que o pai é mau caráter e não tem salvação. 

Quando a Max apareceu eu virei os olhos, afinal, a moça ficou escondida dentro da cidade isolada até o nono episódio. E o surgimento dela só deixou as coisas mais confusas ainda. O que iria um vendedor de drogas querer em uma cidade completamente isolada do resto do mundo? E o pior, se você assiste Breaking Bad, então você deve ter rido e muito quando todos os ingredientes, receita e preparados para a tal droga foram encontrados dentro de um caixão na funerária, e veja bem, um caixão que nem ao menos estava no depósito. Facepalm!

Logo, quando o décimo episódio propõe uma luta na jaula, uma espécie de Clube da Luta, onde todo mundo menos os personagens principais sabem, é complicado não rir mais alto ainda. A dura realidade dos fatos é que Under the Dome criou várias situações, mas tirando o problema com a insulina que gerou a morte de Alice, nenhum outro personagem realmente esteve em perigo real e eminente. 

É só olhar o caso do Barbie, acompanhamos o drama do cara por vários episódios, o medo e a tensão que cresceram ao redor da morte do marido da Julia e o envolvimento dele no caso foi porcamente resolvido em Let the Games Begin. Colocaram a mãe da Max para soltar a verdade sobre o Barbie para o Big Jim, depois a mulher morre, tudo por nada, já que no final o cara assumiu seus crimes para a namorada, criando então o casal mais perturbado de Chester's Mill.

Ou seja, tudo o que aconteceu foi só para nos dizer que realmente, Big Jim é um vilão. Mas isso, nós já estávamos careca de saber, mais carecas que o próprio Big Jim. Até mesmo a cruzada da detetive e da Julia ao banco só serviu para nos enrolar e não nos dar respostas sobre nada, tá, a estrelinha é bonitinha, o Duke só queria proteger a cidade, mas mesmo assim, esse sentimento de que o cara estava desempenhando esse papel já existia, essa confirmação seria melhor em uma notinha rápida de dois segundos, não vários minutos da cena. 

Junior conseguiu passar de ódio geral para o cara que torcemos. Sério? Sim, sério. Under the Dome incluiu Junior no clube da epilepsia, deixou o personagem vulnerável, o deu caráter, fez tudo isso e agora nós estamos torcendo por ele. Não sei se isso foi bom, mas do jeito que as coisas estão, foi um acerto.

Pra ser completamente honesto, a única coisa que me prende semanalmente a série é o mistério do Domo. As estrelas e o lance de que o mini-domo possa ser tecnologia alien só crescem dentro de mim. Esse sim é o único acerto e o único motivo pelo qual eu continuo acompanhando essa cruzada sem fim em busca de coesão.
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