Wednesday, July 3, 2013

[Reviews] Devious Maids - 1.02: Setting the Table


Eu devia ter nascido rica, vocês sabem como se virar na pobreza - eu não.  Carmen
Alerta de Spoilers!

Devious Maids nesse segundo episódio mostrou muito do seu potencial, infelizmente, as limitações continuam lá e não dão nem sinal de que irão sair da série tão cedo. Já comentei no primeiras impressões as minhas dúvidas sobre a série, claro, ela está sendo exibida pelo Lifetime, onde traços de audiência já são suficiente para uma vida estável e obviamente, o público alvo do canal (mulheres mais velhas) está longe de reclamar de uma série que se propõe a substituir a lacuna deixada por Desperate Housewives.

Mas gostei desse segundo episódio que fez justiça ao título, colocando a mesa. E sabe, a longo prazo eu já até consigo visualizar como as coisas vão se desenvolver para as empregadas. Longo prazo. Como por exemplo o romance que pode pintar entre Rosie e o patrão. Por enquanto, as cenas engraçadas estão meio escondidas, é preciso fazer muita força pra rir de algumas sacadas das empregadas ou das patroas. Por outro lado, as situações constrangedoras e estranhas estão sempre presentes.

O grande problema é aquele sentimento de "já vi isso antes". Claro que já vimos, nada na série por enquanto é novidade. Isso eu já tinha dito antes. Vai demorar muito para que uma série com esse tipo de proposta (mulheres desesperadas) seja novamente novidade, ou apresente coisas novas.

Valentina e Zoila é aquela relação mãe e filha que nós sabemos muito bem aonde vai dar, um momento de sofrimento de Valentina, um momento de decepção de Zoila, flores e depois muitos espinhos. Se bem que, a adição da Genevieve a esse plano de conquistar o Remi pode até nos fornecer algumas situações engraçadas. Até pode, por enquanto, ainda não deu. E quero confessar uma coisa, de todas as empregadas, Valentina e Zoila são as que menos gosto. É tudo muito clichê, mas lá embaixo compartilharei uma teoria minha que justifica esse monte de clichê (claro que será mais um).

Por outro lado, Carmen consegue algumas situações bem mais interessantes e agora, com a volta da Odessa eu posso ficar tranquilo com esse núcleo bagunçado. Sam tem potencial, Carmen tem potencial, Odessa tamém, espero que as relações fiquem mais engraçadas. É um grande risco que a série sobre empregadas dependa tanto assim das patroas ou desse caso, da governanta, para que situações cômicas sejam apresentadas. Devious Maids é sobre as maids, as empregadas, mas se as patroas não abrem a boca, as coisas ficam tão neutras e chatas (vide cena da piscina) que eu questiono a capacidade das atrizes.

Ainda não tinha cruzado com nenhum trabalho significativo das atrizes da série (empregadas), o grande erro, ao meu ver, foi colocar patroas mais conhecidas do que as empregadas, sendo que o foco da série deveria ser o oposto. Você tem Susan Lucci interpretando com duas atrizes quase desconhecidas, querendo que nosso foco sejam essas mulheres, só que, quem rouba a cena é a Susan.

Eles colocam Mariana Klaveno e Grant Show dando suporte, sim, suporte para Dania Ramirez, que não conseguiu agradar o público em Heroes, série que em seu mommento hype agradava qualquer um. Não consegui entender o motivo dessas adições estranhas. A única atriz as empregadas que eu já vi tendo um papel considerável em uma série, foi a Ana Ortiz que interpreta a Marisol. Ela esteve em Hung, Ugly Betty e Boston Legal.

O foco da série deveriam ser as empregadas, mas pelo que vejo, preferiram dar destaque para as patroas. Não consigo entender essa estratégia, não consigo ver o motivo pelo qual fariam algo assim com a série. É diferente de Desperate Housewives, que também tinhamos algumas atrizes que ainda não tinham desempenhado grandes papéis, mas elas estavam sozinhas, eram apenas "auxiliadas" por outras atrizes mais famosas, mas o foco e o destaque era só delas. Eu não sei por que o Marc Cherry fez isso, mas ainda confio no bom julgamento dele.

Se Dania não me agrada, preciso dizer que Mariana Klaveno está ótima no papel da dissimulada Peri. Não tenho do que reclamar dela, que segurou a cena da traição muito bem e me garantiu um verdadeiro momento DH.

Outro que me agradou muito foi o Adrian, sim, ele me agradou muito. E por causa dele, arrisco até uma teoria minha. Na minha opinião, quem matou a primeira empregada foi o filho de Genevieve, o Remi. Não sei qual a ligação do Adrian com isso, mas tendo experimentado oito anos de DH eu já conheço a forma do Marc de conduzir as coisas. Logo, o interesse do rapaz pela empregada Valentina, pode ser explicado dessa forma. Não podemos nos esquecer que depois que o menino volta da faculdade o crime acontece. Alguém estuprou a garota,então, assumimos que seja um homem que a tenha matado, ou até mesmo a mãe do garoto, que se mostrou muito ávida a ajudar a Valentina, Adrian sabia do que tinha acontecido,mas por algum motivo preferiu ficar calado. Esse mix tem muito a oferecer é como o centro das atenções da série, eu elogio como bem preparado. Todo o resto, ainda precisa de um pouco mais de treinamento em organizar essa mesa, que ao meu ver, ainda está meio desnivelada.

Alguns dos pontos altos desse episódio:

"Eu preciso de alguém que reaja quando eu gritar com ela". Evelyn explicando o motivo para não ter contratado uma empregada surda.

"Quando a pele de uma mulher se arrepia, não significa que ela está interessada em você, Adrian". Evelyn para o marido.

"Essa sua atitude é o motivo pelo qual não andamos juntas nos finais de semana". Carmen para Rosie, sobre a filosofia dela de que pecar é errado.
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