Monday, June 3, 2013

[Reviews] Game of Thrones - 3.09: The Rains of Castamere


But now the rains weep o’er his hall, With no one there to hear.
Alerta sangrento de spoilers!



Aposto que se você já assistiu ao nono episódio, está até agora, com uma pontada no estomago. Certo? The Rains of Castamere se impôs como o episódio mais chocante até agora, substituindo todo o susto que levamos lá na primeira temporada, em Baelor, quando Ned é decapitado.

Esse foi um episódio brutal, foi de dar agonia, uma conclusão para a guerra que começou no final da primeira temporada, aos gritos de “o rei no norte”, terminando com as chuvas de Castamere tocando ao fundo. Eu já tinha comentado nas reviews anteriores, que por causa da honra, Robb estava sendo burro. A pericia que ele tinha no campo de batalha, por ser jovem, ter um lobo gigante e não ter medo, morria quando ele estava sem a espada nas mãos. Robb deixou de ser o jovem lobo para virar o rei (sua graça). Aos poucos, esse fardo o derrotou.

Começou quando ele perdeu o exercido dos Frey, graças ao seu casamento com Talissa, se agravou quando ele perdeu os homens dos Karstark. As decisões de um homem que queria ser correto com todos ao seu redor, tiveram um preço, muito caro. Robb, se tivesse sobrevivido, teria que arcar com o peso da morte de sua esposa e filho não nascido, sua mãe, seu lobo e seus homens. Acho que Edmure acabou sobrevivendo, já que ele é o senhor de Correrio e mantê-lo como refém pode ser uma boa ideia. Peixe Negro pode ter se salvado graças ao xixi da noite
.  
Quem é tão honrado a ponto de acreditar em um homem cruel, vil e ganancioso como Walder Frey? Robb é. O garoto cometeu os mesmos erros que o pai, por causa de um ideal, ambos morreram. E eu não lamentei. Sinto dizer isso, mas eu estava esperando por essa morte, era o único caminho justo. O personagem se tornou algo tão difícil de aguentar, que eu não via outra saída. Desde o casamento com Talissa, eu já não estava aguentando. Até mesmo Catelyn, que tinha sido tão inteligente na segunda temporada, arquitetando planos, libertando o regicida, se calou. E pagou caro por isso. Robb recorre aos conselhos da mãe apenas quando já é tarde demais, ele quis ser um homem, mas ainda não era. E como homem, ele deveria ter aceitado que receber conselhos da sua mãe, não é um aspecto de fraqueza. Todo rei tem uma mão, um conselho, Robb tentou fazer tudo sozinho.

The Rains of Castamere foi uma facada não apenas nos personagens, foi em nós também. Roose Bolton já era uma carta garantida quanto à traição, mas ninguém esperava tamanha frieza e crueldade. O casamento vermelho (como é chamado nos livros e com razão) foi o ponto final em toda pretensão que o norte tinha. Os starks estão dizimados, junto com todos os homens das casas que o apoiavam. Foi chocante, foi um susto. Catelyn, graças a interpretação maravilhosa de Michelle Fairley, transmitiu tudo aquilo que estávamos sentindo. Raiva, medo, tensão. Não tem como colocar em palavras tudo aquilo que esse episódio nos impôs. As consequências desse ato virão apenas com o desenrolar da quarta temporada, é complicado imaginar que já veremos todo esse aspecto no décimo episódio.

Vocês já sabem, quando chegarmos ao nono episódio da quarta temporada, segurem-se na cadeira, todos os episódios com o número novo em GoT vem com uma bomba. Já o décimo episódio é (sempre) dedicado a Daenerys e tivemos uma leve introdução da batalha que a verdadeira rainha de Westeros está lutando. Fica todo um ar de problema no ar, e esse problema tem um nome, Daario Naharis.

Jorah ficou babando em cima da Khaleesi durante três temporadas, mas ele sempre foi um amigo e acabou preso na friendzone. Daario é novo, é bonito e abusado. Jorah não é nada disso e ainda carrega o fardo de ser um traidor (em segedo). Mesmo que ele tenha desistido da traição, não sei se a Daenerys lidará muito bem com essa informação, que apenas Baristan tem. Estou esperando o momento em que será revelado esse detalhe que ele tem ocultado, afinal, como foi dito por seu rival amoroso “apenas um homem que deve, desconfia e se comporta como ele”. Ficou a dica Sor. Jorah. Os portões da cidade foram abertos, no próximo episódio veremos o ataque.

Também fica para o próximo episódio o desenrolar da história de Jon Snow, que abandonou a Ygritte sem medo de ser feliz. Filho de peixe, sabem como é. Nunca devemos nos esquecer que Jon Snow é um Stark, só não o é no nome, mas sua índole é a mesma de Ned, talvez sem tanto do romantismo do Robb, que jamais abandonaria sua esposa, mesmo essa sendo uma selvagem.

Vocês repararam que esse foi o único episódio desde o final da primeira temporada que os starks estiveram tão perto um do outro? Com exceção da Sansa, todo mundo tava lá, do lado. Bran e Rickon colados no Jon, Arya na porta do castelo dos Frey, quase sentindo o cheiro do sangue do irmão e da mãe. Chegaram quase lá, quase.

Arya, coitada, tem muita sorte e ao mesmo tempo muito azar. Queria muito ver como ela se viraria completamente sozinha. Graças ao Sandor Clegane, tivemos as melhores interações da Arya com um personagem desde o pão de lobo do Torta Quente. O conflito entre os dois é ótimo e a aproximação também. Existe algo que os dois conseguem relacionar entre um e outro. Arya precisou passar por muitas coisas que nenhuma menina da sua idade deveria, assim como Sandor. As direções, entretanto, são diferentes. E gosto muito de assistir os dois juntos, queria mais.

Bran tem finalmente seu propósito esclarecido. Olha, foi o arco mais enrolado. Foram nove FUCKIN episódios de NADA acontecendo para termos uma cena de 1 minuto que esclarecesse todo o propósito daquela caravana nada alegre. Terminamos com a descoberta de que Bran pode, além de entrar dentro da mente de seu lobo, entrar dentro da mente de humanos, algo que nenhum warg (conhecido até agora), consegue. Osha e Rickon se despedem e se a saída dos dois contribuir para uma dinâmica melhor entre Meera, Jojen e Bran, eu não reclamarei. Só reclamo desse plot enrolado e TEDIOSO. Nada nunca acontece e quando acontece, ainda não é o suficiente pra melhorar as coisas. Nem mesmo os lobos dando uma aparecida rápida consegue abrandar o ódio que eu senti de toda essa romaria.

Chegando ao final desse calamitoso episódio, fica aquele gosto amargo na boca, de que tudo que passamos até agora, foi lavado a sangue. Por sorte, ainda existem outros Starks para abrandar nosso sofrimento, mas olha, tá tudo tão estranho, a sensação de “tem algo faltando” está tão grande, que eu ainda precisarei assistir ao episódio mais algumas vezes antes de processar tudo 100%.
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