Saturday, February 9, 2013

[Reviews] Being Human - 3.04: I’m So Lonesome I Could Die




Durante esse episódio, eu me perguntei qual seria a verdadeira razão que me leva a querer assistir Being Human, e a resposta veio de uma forma sucinta, mas eficiente.

Contém Spoilers

É fato que essa temporada está demorando um pouco a engatilhar e que o ritmo anda meio lento, mas esse episódio veio para trazer o melhor de Being Human de volta, e nos mostrar que a série ainda tem fôlego para explorar aquilo que foi/é a base de seu sucesso: as relações interpessoais dos protagonistas e sua eterna busca por uma vida normal, mesmo quando eles mesmo são exceções da “normalidade”.

Aiden sofre com a suposta perda de seu “filho” Henry, e é claro que sua maneira de expressar sua dor é através de atitudes irresponsáveis e suicidas. Eu esperaria isso de Aiden, por que já vimos que nas horas de sofrimento o personagem tem a tendência a buscar o isolamento e a auto-flagelação, mas a grande sacada dos roteiristas foi colocar justamente Sally para contrastar com a atual situação do vampiro. E digo que foi uma grande sacada por que Sally, mais do que ninguém, aprendeu recentemente sobre o valor da vida, seja ela no modo zumbi de viver, ou qualquer que outro. A cena em que ela confronta seu amigo sobre a verdadeira razão de ele continuar vivendo, ou não, simplesmente foi um dos grandes momentos do episódio, pois ali vimos a dinâmica que funciona tão bem para a série, ali vimos um amigo cuidando do outro, e principalmente, vimos dois plots de peso se conectarem.

Josh como sempre mostrou o ser humano maravilhoso que é, e buscou não somente aprofundar sua relação com Nora, mas também mostrou que a empatia é uma das suas muitas qualidades. Finalmente ficamos sabendo o paradeiro de Brynn, e apesar do choque em saber que Nora a matou em auto defesa, Josh soube entender os reais motivos da sua namorada, e não a julgou. A grande pergunta que fica diante de tudo isso é: qual será a reação do pai dos gêmeos ao descobrirem que seus filhos estão mortos, e como poderão Nora e Josh se defender? Minha intuição me diz que Josh talvez não permaneça muito mais tempo como humano...

A família de Nora veio como um bônus do episódio, e pudemos conhecer um pouco mais das raízes da personagem e entender o porque ela se identifica tanto com Erin, a adolescente lobo. Confesso que não me simpatizei com a atriz, tampouco com a personagem, mas envolver a menina loba com o irmão de Nora rendeu a segunda melhor seqüência do episódio, onde vemos as esperanças de Josh de pedir sua namorada em casamento ruir ao ouvi-la dizer que acha que eles não estão prontos para elevar o nível do relacionamento.

No fim dos 40 minutos percebi que esse episódio colocou algumas coisas de volta ao seu lugar de origem (Aiden no Hospital, por exemplo), e mais do que tentar justificar as atitudes dos personagens, os roteiristas conseguiram fazer com que elas se tornassem interessantes. A essa altura do campeonato, já se espera que as coisas comecem a esquentar na temporada, e as possibilidades abertas neste episódio me pareceram atraentes, temos uma promessa de vingança, uma bruxa comedora de almas, uma adolescente e um casal em crise, um garoto preso em uma bolha e um agente funerário muito suspeito. A partir de agora só nos resta torcer para que sejamos surpreendidos, assim como fomos na temporada passada.

Confiram o Guia do próximo episódio aqui.
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