Friday, January 10, 2014

[Reviews] Criminal Minds - 9.11: Bully


"Sozinhos podemos fazer tão pouco. Juntos podemos fazer muito."- Helen Keller


Bully foi um episódio mediano que, além de servir para retratar um assunto sério, também deu uma aprofundada na vida da Blake, mostrando mais sobre o passado da agente.

Quando entrou para o time da BAU, Alex Blake tinha a difícil missão de ocupar o lugar que antes fora da queridíssima Prentiss. A tarefa não era fácil e pode-se dizer que a agente não obteve sucesso imediato no que diz respeito a cativar os fãs. O problema foi que Blake era uma personagem que não trouxe nenhuma inovação. Ela não tinha uma característica que pudéssemos apontar e dizer “Essa é a Blake!” e mais parecia um Spencer de saias.

É bem notório que os episódios dessa temporada foram praticamente todos focados na família. Família do unsub e a família da BAU. Nos momentos de confraternização, eu não sentia que a Blake verdadeiramente fazia parte da equipe e, aos meus olhos, ela era uma completa deslocada. Bom, nesse caso, nada melhor do que explorar o passado e a família da agente e torcer para um satisfatório resultado.

Tudo começa quando Blake recebe um telefonema de seu pai, um detetive aposentado. Ele suspeita da ação de um serial killer em Kansas City e pede ajuda à equipe de profilers. A partir daí já vemos que Blake está com alguns problemas em suas relações familiares. Há cinco anos ela não visitava seu pai e seu irmão. Assim como os agentes, Blake também já perdeu entes queridos. Voltar para sua cidade era o mesmo que sentir novamente a dor. Como se não bastasse, a relação com seu irmão não era a das melhores.

Porém, como bem dito na frase que abre a review, os dois precisavam trabalhar juntos para resolver o caso. Com a trégua entre os irmãos, os agentes corriam contra o tempo para fazer a ligação entre as mortes e, dessa forma, traçar o perfil do unsub. Como nada escapa aos olhos de Garcia, não tardou para que descobrissem a ligação. Todos os acontecimentos levavam a uma época do ensino médio.

A construção da trama foi bem interessante, mostrando que o unsub não era a pessoa humilhada, mas sim o amigo da vítima. As consequências do bullying são terríveis e na maioria dos casos, a pessoa carrega o trauma durante toda a sua vida. E como se a agressão física já não fosse absurda, há também a psicológica, que é a agressão mais infernal e que destrói as pessoas. E como já estamos acostumados a ver, a agressão sempre parte do mais forte para o mais fraco. Assim fica fácil.

O unsub assistiu seu amigo ser humilhado pelos corredores da escola e, mais tarde, cometer suicídio. O pior é ver que os agressores não foram punidos. É algo que precisa ser mudado nas escolas. Não se resolve esse tipo de coisa apenas com uma conversinha amiga e aperto de mão. É esse tipo de postura que dá margem para que os abusos voltem a acontecer. E já que o unsub não viu a justiça sendo feita, depois de anos, ele mesmo resolve fazer justiça. Novamente, a vítima se torna o criminoso.

No fim, Blake faz as pazes com seu irmão e vê suas duas famílias se juntando numa bonita confraternização. Mesmo depois do episódio focado na agente e da cena final, eu ainda não consigo sentir pela Blake o que eu sinto por todos os outros agentes. Confesso até que comecei a gostar um pouquinho da agente, mas, na série, ela não faria falta pra mim. Estou ansiosa mesmo é para o episódio 200º no qual veremos toda a equipe reunida.


O que vocês acharam do episódio?
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