Thursday, January 9, 2014

[Reviews] Agents of S.H.I.E.L.D. - 1.11: The Magical Place



Não querendo ser chato, mas sendo, sobre o plot do Coulson: Eu avisei.


Alerta de Spoilers!

Desde o começo, quando o agente Coulson foi anunciado como integrante da nova série da Marvel, Agents of S.H.I.E.L.D., mesmo após sua morte no filme Avengers, todo mundo começou a criar milhares de expectativas e teorias. Se ele era um clone, um robô, ou qualquer outra coisa mirabolante (como ser o Visão). Assim que a série estreou e a forçação de barra para nos fazer comprar que ele poderia mesmo ser um robô começou, eu automaticamente descartei a ideia. 

Tudo isso por que estava óbvio demais que não seria nada daquilo que eles queriam passar. Conheço bem a forma de pensar do Joss Whedon e pelo visto seu filho herdou essa mesma característica do pai. Sempre que as coisas estiverem boas, elas vão piorar drasticamente. Sempre que uma informação for dada diversas vezes, duvide, pois o resultado não será nada daquilo que foi anunciado. Sempre foi assim, sempre será. The Magical Place é a prova. A resposta para toda a antecipação foi a mesma resposta para toda nossa expectativa com a própria série, pensamos que seria uma coisa grande e maravilhosa, recebemos algo contido e bem simples. O local mágico não tinha magia nenhuma, citando a Feiticeira em seu único comercial de qualidade "não é feitiçaria é tecnologia". 

Não tiro os méritos da qualidade de atuação do Clark Gregg, esse foi o seu momento de brilhar de verdade na série. Também não irei dizer que o episódio foi ruim, é bom perceber que desde a conclusão do ano passado a série conseguiu manter o mesmo tom empregado. Nos surpreendeu, nos deu momentos bons e alivio cômico na hora certa. Não como vinha sendo antes, onde a ação era ponderada por uma farra do boi de piadas sem graça e momentos super desconfortáveis de vergonha alheia do elenco. 

O verdadeiro tapa em nossas caras não foi a revelação do que era o Coulson, ou do que aconteceu com ele, mas sim de que ele tinha desistido da própria vida e a única coisa que ele queria era morrer. O lugar mágico foi a única forma encontrada para que ele não se segurasse naquele mantra "por favor me deixe morrer" e pudesse ser a luz no fim do túnel para a equipe. Em Avengers, Coulson era a própria simbolização da esperança, sua morte deu aos heróis um motivo para lutar, em Agents, ele é o que mantém tudo e a todos sempre unidos, vê-lo desistindo da própria vida foi de partir o coração, tanto o nosso, quanto o do próprio. Imagino que existirão consequências para isso e elas não deverão ser das melhores.

Outra personagem que vem brilhando muito, apesar de aparecer pouco, é Raina. A garota do vestido florido, por que afinal, quem não gosta de flores? Gostei muito de terem colocado essa ligação entre ela e o Coulson. Também gostei de ver os roteiristas mostrando que tem "bolas" e conseguem ir um pouco além, matando o  Po. E a atenção aos detalhes, em que durante o momento em que Coulson percebia que o sistema que ele tanto acredita não é nem um pouco ético, vinha ao fundo o som do violoncelo acompanhando a trilha. 

Até mesmo a May e a Skye criaram uma certa conexão legal, já que a pergunta a respeito do Coulson foi em partes, respondida, agora só nos falta saber mais sobre os pais da hacker. Não sei qual o envolvimento da May nisso tudo, mas as vezes dá um pouco de medo dos pais dela terem participado do evento que rendeu a May o nome de "Cavalaria". Será que os dois foram mortos nesse momento? Será que a agente teve alguma responsabilidade na morte dos dois? Fica o suspense. 

A construção (finalmente, igreja é pra glorificar de pé) de um vilão para a temporada não poderia ter sido melhor, inserir o tal "Clairvoyant" não foi assim tão sagaz, já que ainda não temos um rosto para nosso big bad e continuamos com a ameaça, mas já serve para justificar algumas coisas que aconteceram lá no piloto ou no episódio "The Girl in the Flower Dress". Talvez, nesse ponto, a morte do Po não tenha sido tão inteligente assim, mas não acho que Raina permanecerá em custódia da Shield por muito tempo.

---Teorias sobre o Clairvoyant---

Falando no Clairvoyant, eu tenho algumas teorias a respeito da sua identidade. Como comentei nas reviews anteriores, a série precisa começar a usar mais personagens dos quadrinhos se quiser se dar bem. Victoria Hand apareceu novamente e mostrando um pouco mais da sua personalidade tão fiel aos comic books, um pouco rígida demais e sem muita compreensão aos quesitos de amizade e parceria. 

No universo Marvel existem muitos personagens com o dom da clarividência, retirei os personagens que não poderiam ser inclusos aqui, já que seus direitos pertencem a Sony ou Fox (Homem Aranha, X-Men e Quarteto-Fantástico) e também retirei os que não possuem traços humanos, são espíritos ou afins. Sobraram três opções. O primeiro seria muito bom, mas já digo que é bom descartar por que ele é presente no universo dos mutantes, então, a possibilidade de ser utilizado em Agents é quase nula. 

O primeiro (não leve muito a sério) é um personagem que se encaixaria perfeitamente no universo criado pela série, mas não poderia ser já que seus direitos são da Fox, por ser um mutante e exclusivo dos X-Men, diferente da Wanda e do Pietro. O nome dele é Jeremy Stevens, ou Gamestarter. Seu poder é o de clarividência além de conseguir ligar sua mente a mente dos outros, criando com esses uma certa empatia, o que justificaria a admiração da Raina para com ele e a obsessão do Po em não dividir o patrão com mais ninguém. Outro ponto que também seria muito bom e que casaria bem com esse personagem é que ele usa implantes tecnológicos para conseguir controlar a quantidade de pensamentos que invadem sua mente (por isso, o aparelho utilizado no cérebro do Coulson também daria um motivo bom para tudo o que vimos). O cara é ligado a mente de todas as pessoas do mundo através do plano astral. Ou seja, se não fosse esse detalhe incômodo de Gamestarter ser da FOX, ele seria um ótimo personagem para o Clairvoyant.

A minha segunda opção é mais baseada no que os Vingadores 2: Era de Ultron irá nos oferecer. Então, seria mais fácil não confiar muito. Já que até agora a série se mostrou muito contida em utilizar elementos totalmente dos filmes, que o diga o episódio centrado no pós Thor 2. Né? Esse é o Herbert Wyndham, ou High Evolutionary. O Alto Evolucionário trabalha com pesquisas genéticas, mesmo trabalho que a Centipede vem desenvolvendo, a tentativa da criação de seres superiores. Ele chegou a inventar um soro para isso, mais uma vez, elementos que já existem na série. Por que ele se conecta ao Era de Ultron? Simples, o cara construiu uma armadura de alta tecnologia para se proteger, fato que irá permear o universo Marvel nas próximas etapas (creio eu), toda essa busca por tecnologia que o Tony Stark Começou. Ele tem um leque de vários poderes, na série, seria fácil retirar vários deles e deixar apenas o de clarividência em voga. O único problema é que ele é um personagem com possibilidades demais, pertencente a linha do Thor e que também poderia ser usado em um futuro Guardiões da Galaxia 2 ou 3. Mas guardem esse nome, prevejo (com o perdão da piada) que ele ainda será usado.

Agora vamos a única opção das três que eu acho que seria a mais certa. Tristan Micawber, ele não tem nome de vilão, apesar de ser, pertence a linha do Capitão América, é um personagem menor e com poderes mais fracos e tem todo o potencial para ser o nosso Clarividente. Só apareceu em seis edições, sendo a primeira a #357 de 1989. Ou seja, cumpre todos os requisitos, personagem menor, bem desconhecido e do começo da década de 90, prato cheio para a série poder utilizá-lo sem medo de atrapalhar os filmes, o único problema é que ele estava no passado do Capitão América, mas nada disso atrapalha, ao contrário, pode ser esse o motivo pelo qual ele quer tanto saber da tecnologia poderosa da Shield de trazer os mortos a vida, nos quadrinhos ele busca incessantemente pelo Caveira Vermelha, já pensaram na possibilidade?

Gamestarter / High Evolutionary/ Tristan Micawber


-----Fim das teorias----

Então, depois dessas três teorias, fecho aqui a review desse décimo primeiro episódio. Eu gostei, ainda não é tudo o que eu quero ver e não sana os problemas que a série tem, mas já começo a ver que de forma geral, os preparativos para nos entregar uma temporada mais coesa estão sendo feitos. 

Ps. A tecnologia de ressurreição da Shield foi ótima, uma agradável surpresa visual.

Ps³. Eye spy voltou a ser usado, parabéns redatores. 

Ps³. Coulson passou por várias cirurgias, a última foi a cerebral e implantação de memórias e só nessa última que o médico que apareceu no piloto, participou.


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