Sunday, October 13, 2013

[Reviews] The Originals - 1.02: House of the Rising Son


Klaus não é um papai de primeira viagem.


Alerta de Spoilers!

Confesso que foi preciso um pouco de força de minha parte para prosseguir com The Originals, mas a série se provou ter força para fazer uma boa temporada. Tanto que até me esqueço que quem está a frente dela é Julie Plec, a mesma que afundou a trama de The Vampire Diaries e consequentemente da família de originais a qual as personagens faziam parte.

Mas o oposto do que eu esperava está acontecendo. A metade do episódio foi bem lenta e toda dedicada a explicar o por que Klaus ainda não matou Marcel, problema que me assombrou e muito no episódio passado. Se a busca pela desconstrução do personagem era o alvo, a mira está muito boa por que eles acertaram em cheio.

Humanizar Klaus dessa forma não dá apenas vazão para que ele não mate Marcel, mas também explica o motivo pelo qual a temporada será, afinal, baseada no nascimento de uma criança mistica. Até nesse ponto eu preciso assumir que madrasta má Julie Plec foi bem feliz. De tão queimado que o filme dela saiu de TVD, até agora, nenhum, absolutamente nenhum dos pontos da 4ª temporada da série apareceram na de estreia de Originals. Não tivemos nenhum triângulo amoroso, a não ser o de Klaus, Marcel e Cami (risos de deboche).

Davina já mostrou a que veio, a bruxa é algo a mais, o que seria ela? Será que Davina representa alguma relação direta a linhagem de vampiros originais? Ou uma nova criatura sobrenatural? Bom, a série precisa sim de sua mitologia própria, ainda que essa esteja diretamente vinculada a de TVD. Por isso, Davina seria esse feliz acerto. Uma bruxa que rivalize com o poderio dos originais e a talvez possibilidade dela conseguir matar um deles sem que a leva de vampiros que descendem desse sangue morram, é um puta de um motivão para eu já gostar da série mais do que deveria.

Só um pequeno adendo, a vontade é transformar Rebekah na primeira periguete? Por que está funcionando muito bem. Ela rodou por todas as eras com um amor decisivo e "eterno"? Pelo visto sim. Todo flashback da vampiranha tem um namoradinho que ela julga ser o amor da vida dela, acho que ela só se esquece dos outros milhares de amores da vida dela que Klaus matou. As vezes eu acho que o Klaus tem algum desejo proibido pela família, seria tipo um complexo de Édipo, ninguém lá pode amar ou se relacionar com ninguém. Estamos de olho em você, Klauszinho.

De qualquer forma, ver a criação de Marcel e assistir o nascimento do verdadeiro primeiro filho de Klaus foi muito bom. Gostei bastante dessa dinâmica e também de mostrarem que a mágoa existente entre ambos os lados é fruto do mesmo modo de pensar, o de Klaus. Afinal, foi ele quem criou Marcel. Enquanto Klaus e Rebekah julgam Marcel como um traidor por não ter ido atrás deles (da família), Marcel os julga traidores por não terem ido atrás dele (o abandonado). Parabéns, isso sim é uma justificativa plausível e que salienta a personalidade de personagens que são a chave da temporada.

Ou seja, tudo o que estamos vendo é uma boa maneira de concordar que Julie Plec ainda tem esperanças, ou melhor, nós ainda temos para com ela. The Originals não é nova, afinal, é um spin-off, mas tem um ar novo muito bom e que falta a muitas séries estreantes dessa fall season.

Ps. Hayley não tomou o veneno, mas precisava deixar cair no móvel? Loba porca.

Ps². Moderninha ou melhor amigo gay? Mais uma vez os gays se mostram uma raça evoluída. (risos maléficos). 
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